Depois de quase 2 semanas pingando por aí, finalmente
paramos um pouco aqui em Bruxelas, na Bélgica, nosso porto seguro. Ainda exaustos das caminhadas de Amsterdam nos dias
anteriores, nossa segunda-feira foi destinada a uma pequena volta no centro da
cidade, apenas. Porém, durante essa semana belga o tempo estava ainda pior que
na Holanda e nosso passeio acabou sendo ainda mais curto que o planejado.
Já tínhamos conhecidos os principais pontos, como a Grand Place e o Manenken Pis, no dia-intervalo
entre Barcelona e Amsterdam e desta vez decidimos ir ver o Mont des Arts e mais alguma coisa qualquer por ali. O Mont des Arts
é uma espécie de jardim ornamentado, muito bonito que fica no caminho entre as
partes alta e baixa do centro de Bruxelas. Mesmo com a chuva torrencial foi possível
apreciar um pouco da beleza do lugar, vendo de cima. Demos uma pequena volta na
Place Royal mas, a chuva estava tão forte,
e estávamos ainda cansados das ultimas caminhadas, que desistimos de tudo e
resolvemos voltar pra casa. No caminho de volta, Rafaella ainda resolveu ser
extravagante e pediu um sorvete num clássico caminhãozinho de praça que não devia
estar vendendo nada naquele dia. Ainda no trajeto, pegamos um típico lanchinho
belga: batatas fritas no cone, e passamos
por uma loja muito legal especializada no personagem Tintin, que pra quem não sabe, é belga com muito orgulho, com
direito a museu e tudo.
| Nós e o Mont des Arts ao fundo |
| De volta ao Atomium |
À noite tínhamos o aniversário da minha prima Jaci no Pixel Bar, bem próximo ao Palais
de Justice, também pelo centro. Pegamos uma carona com Kris e chegamos um
pouco mais cedo que o combinado, então aproveitamos pra dar uma volta no
mirante próximo ao palácio e tirar umas fotos da bela vista. Nesse momento um
fato curioso aconteceu: enquanto tirávamos uma foto de nós dois no estilo viajantes solitários, esticando o braço
e virando a lente para si, um gringo esquisito passou e, balbuciando algo em um
idioma não identificado, segurou minha câmera como que para bater a foto por
nós. Eu não tinha percebido sua aproximação então, num instinto brasileiro de
ser, segurei a câmera com mais força ainda e fiz cara de alerta. Por uns 10
segundos meu cérebro ficou refletindo se aquilo poderia ser um roubo ou bêbado querendo
tirar graça, mas no final das contas era apenas um gesto de boa vontade mesmo.
Foram segundos bem tensos!
| Foto tirada pelo gringo invasivo, estamos meio tensos! |
Quanto à festa, digamos apenas que houve uma grande falha na
comunicação e ficamos por volta de 1h em frente ao Pixel Bar, que estava
fechado, até descobrirmos que o pessoal tinha mudado para o bar da outra
esquina. Devido a isso, ficamos apenas uma meia hora pois tínhamos que seguir
para pegar o ultimo metrô.
Na quarta, tentamos visitar o castelo de Beersel, que visitei na viagem
anterior, mas estava fechado. Para não perder o dia, decidimos na hora ir para Leuven, cidade famosa por ser berço da tão
adorada cerveja Stella Artois. A
viagem de trem até lá, saindo de Bruxelas, tem uma duração média de 40min e a
cidade (ou pelo menos a parte turística) é bem pequena. Sendo assim, tínhamos o
suficiente para ocupar nossa tarde. Pegamos o trem, dessa vez prestando bem
atenção aos nomes das estações e perguntando em caso de dúvida, e logo logo estávamos
lá. Como em várias outras cidades, o ótimo é que a estação fica bem próxima do
centro ou, por que não dizer, no
centro e por isso foi muito fácil andar por lá. Fizemos um rápido lanche na Quick, que é tipo de McDonalds daqui e
seguimos para visitar os principais pontos. Um pouco mais de 2h de caminhada e
fizemos toda a visita básica. Havia um palco montado na praça principal, mas não
estava tendo nada nesse dia ou chegamos muito cedo. Como a cidade é bem
universitária, no verão toda semana tem eventos na praça. Sentamos num dos
bares dessa praça pra tomar uma Stella
Artois em sua terra mãe, afinal não poderíamos cometer o injurio de não fazer
isso, e seguimos pra voltar pra casa.
| Stella na terra da Stella |
Na quinta, era aniversário de Paulina, minha prima que nos hospeda aqui e que está esperando
bebê. Então a pedida era ficar em casa e fazer companhia em família. Ainda assim,
meu tio nos levou para uma rápida visita à Waterloo,
local da famosa Batalha de Waterloo,
onde Napoleão foi oficialmente
derrotado. Eu já tinha visitado na viagem anterior, mas só visto de fora e
dessa vez fui com Rafaella fazer a subida do monte do Leão de Waterloo. É um grande monte manualmente erguido (grande
mesmo: 226 degraus) com uma enorme
estatua de um leão no topo, representando a batalha ali ocorrida. O ticket
também dá acesso ao Panoramio que é
uma sala com um painel 360 graus que tenta fazer você se sentir como se
estivesse observando a batalha real, lá do alto. Mas sinceramente, não tem
muita graça. Voltamos para casa para dar início aos festejos familiares.
| As escada sem fim no monumento de Waterloo |
Na sexta, conforme o planejado, tiramos o dia para visitar Bruges, cidade muito bonita e com um ar
bastante medieval que é de impressionar. Foi o momento romântico da semana. Já após sairmos da estação e andarmos poucos
metros, pudemos parar para fazer um mini piquenique num banquinho em frente a
um dos vários canais que cercam a cidade. Bem cena de filme romântico. De lá
seguimos para caminhar nas ruas e se impressionar com a beleza das paisagens,
tem horas que realmente da pra se sentir em outra época.
| Em Bruges |
Levei Rafaella para fazer o tour na fábrica de cerveja, que
eu havia feito na viagem passada, e dessa vez foi bem mais legal. A guia do
tour era bem mais simpática, cativante e com um inglês bem mais acessível.
Saímos de lá com a certeza de que a cerveja é a solução para vários problemas!
Dentre alguns dos aprendizados, aprendemos que: cerveja é bom para o cabelo,
para a menopausa e que, principalmente, beber cerveja na lata ou sem espuma é
um crime! A cerveja precisa respirar!
Tentamos visitar um dos bares fortemente indicados por Kris,
o Brugs Beertje, mas tivemos azar e
estava fechado. Visitamos algumas das várias chocolaterias e vimos chocolates
de vários tipos e formas que nunca poderíamos imaginar. Sim, essa forma que você
imaginou também! Quando começaram os primeiros sinais da despedida do sol,
partimos pra voltar pra casa. Rafaella ainda ficou com medo de termos pego o
trem errado, mas a esta altura já estávamos craques e tudo deu certo!
No sábado era Dia
Nacional da Bélgica e de tarde fomos com meu tio e seu filho olhar os
desfiles e apresentações na rua. O dia nacional aqui é bastante valorizado e
tem uma grande participação da população, bem diferente do Brasil. Mas
basicamente é um desfile militar, exibindo tanques, helicópteros e aviões de
guerra pela cidade. Tentamos com muito suor achar uma bandeirinha da Bélgica pra
fazer nossa parte, mas nem conseguimos.
À noite, tínhamos combinado de nos encontrarmos com minha
prima Janaína para uma tão esperada noite de farra pelos bares da cidade. A
premissa inicial era de ver os fogos da celebração nacional e então ir beber,
mas acabamos indo direto para o bar! Nos encontramos no Sablon, uma das principais áreas do centro, e seguimos eu, Rafa,
Jana e Sebastian para encontrar Kirsteen e outras duas amigas das meninas: Samantha e Lia. Começamos pelo Bizon,
um pub bem maluco muito próximo ao Mappa
Mondo, onde eu costumava beber na viagem anterior. A decoração é bem louca
com artefatos velhos pendurados nas paredes, desde guitarras até uma
motocicleta; e o teto é todo adornado com ingressos de shows de várias bandas
do rock. Abrimos tomando uns shots de
uma bebida chamada Violet e outra
baseada em Pêra. Fizemos careta antes de beber, esperando um efeito como de uma
lapada de cana, mas essas desciam bem
suave quase sem notar o álcool. Depois continuamos na cerveja: provei uma Palm e depois uma Hoegaarden. De lá seguimos para um outro bar próximo que acabei não
pegando o nome. Esse bar tinha um sistema de aquecimento muito interessante que
eles põem no terraço, uma espécie de chapas quentes sobre as nossas cabeças.
Devido ao frio que fazia, escolhemos aquele. Tomamos duas rodadas de Daiquiris acompanhadas de amendoins
picantes. Foi uma rodada bem vermelha.
O bar já estava fechando então tivemos que seguir em frente. Foi até o Wax, onde supostamente encontraríamos um
amigo da galera. No caminho Samantha e Lia desistiram e foram pra casa, mas
conseguimos convencer Kirsteen a ficar conosco sob o argumento de que ela já
era nossa favorite gringa e só poderíamos
beber de novo com ela dentro pelo menos uns 2 anos. Chegando lá, nem o tal
amigo estava e também o lugar estava uma porcaria! Umas 6 pessoas dançando um tuntz-tuntz e só. A entrada foi só 2
euros e nos serviu pelo menos para usar o banheiro. De lá, fomos terminar no Java, também próximo dali. Tomamos uma
rodada de shots de uma bebida com
leve gosto de chocolate e na superfície uma chama de fogo! Depois continuamos
na cerveja. Rafaella, que a esta altura já estava sem medo de se arriscar no inglês,
conseguiu pra nós a tão cobiçada bandeirinha da Bélgica, de um gringo
desavisado que entrou no bar. Ponto pra ela!
| A conquista da bandeirinha belga |
Às já não sei que
horas da madrugada seguimos para casa de Jana, onde apagamos de um jeito
que nem notei. No dia seguinte levantamos já perto da hora do almoço e fomos
encontrar com Kirsteen e Lia para matar o jejum no restaurante que fica no topo
do Museu de Instrumentos Musicais.
Feita a ceia, nos despedimos todos e fomos cada um para suas respectivas casas
descansar propriamente.
Mantivemos o dia sem maiores extravagâncias pois na manhã
seguinte seguiríamos para gastar nossas energinas, e euros, no último destino
da viagem: Paris!

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