O dia de ontem foi de movimentação. Pegamos a tarde para
caminhar pelo centro da cidade e visitar algumas lojas, no melhor estilo andar na 7 de Setembro no Recife. É
tempo de liquidação aqui e quase todos os produtos têm uma queda de preço bem
atraente!
Antes de começar as andanças, nos encontramos com Kris na
Grand Place para um bom almoço em família. Almoçamos no T. Kelderke que fica bem dentro da Grand Place, na parte mais alta.
Como não sou das melhores pessoas pra arriscar com comida, optei por uma
tradicional Lasanha à Bolonhesa, que
estava bem boa por sinal!
Nos despedimos de Kris e seguimos, eu, Paulina e Vicenta,
para caminhar na Rue Neuve, qualquer
semelhança com a Rua Nova do Recife
é mera coincidência (ou não). Uma rua inteira de lojas em liquidação, sendo que
estas não são necessariamente “populares”. As mesmas lojas que se tem em
shopping, se tem nas ruas. Aqui não tem tanto essa glamourização dos shoppings,
não é status como no Brasil, é apenas
um prédio com lojas.
Pude notar que liquidação é igual em todo lugar: muita
movimentação e muita gente saindo com sacolas das lojas. Também confirmei que
McDonald’s é igual em todo lugar também: Uma confusão de gente sempre, e jovens
despreparados no atendimento. Certas coisas só mudam o endereço.
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| Rue Neuve |
Depois da caminhada, retornamos para casa e no caminho
buscamos o pequeno Mateus na creche. O pequeno furacão em forma de criança, num
intervalo de 40 segundos entre a porta da creche e o carro, conseguiu arrebentar a cabeça! Incrível! Nada
que umas risadas e uns “êÊêÊ!” não o
façam esquecer do acidente.
Ao chegar em casa tive a bela surpresa de perceber que minha
câmera havia descarregado e meu carregador, belamente, não encaixava na tomada
daqui. Em breve devo comprar um adaptador e assim garantir as fotos da Espanha!
Bom, se essa postagem não tiver fotos, vocês já podem imaginar porque!
Pela noite, por volta das 18h, conseguir marcar de me
encontrar com Mariana, minha amiga
dos tempos do colégio. Encontrá-la em Bruxelas foi algo do mais inusitado
possível: Eu havia chegado a 2 dias e já postei algumas fotos no Facebook. Pouco tempo depois recebo um
recado dela no meu mural: “Tais em
Bruxelas é? Tô chegando aí amanhã pra uma reunião do Doutorado!”. Engraçado
é que nunca nos vemos lá no Recife e de repente nos encontramos por acaso tão longe!
Bom pra ela e bom pra mim, assim nenhum dos dois precisaria andar sozinho na
cidade, pelo menos esse dia!
Nesse dia também consegui entrar em contato com minhas
outras duas primas Janaína e Jaciara,
que vivem aqui. Marcamos todos para nos encontrar na Grand Place. Ao chegar lá,
tive uma surpresa pois tinha esquecido que iria ter uma celebração de alguma
coisa importante belga nesta noite, e por isso encontrei o centro da praça estava fechado para
transeuntes. E agora pra achar Mariana? Tentei nas quatro entradas da praça e
na última lá estava ela, com aquela cara de ventilador que todo bom turista tem
quando está num país desconhecido. Nos cumprimentamos e seguimos para um bar
ali perto mesmo, o qual não peguei o nome mas, na porta tinha uma placa
luminosa com o elefantinho rosa da Delirium
Tremens, então não podia dar errado. Abrimos o papo eu tomando uma Orval, e ela uma Kriek. Mariana que é fluente em francês ficou responsável pela
comunicação com o garçom. Pouco depois chegaram minhas primas e se juntaram a
nós, cada uma pediu a boa e velha Stella
Artois. O papo, como não podia deixar de ser, foi dos melhores... com
aquele clima reencontro da família e aquele espírito agregador que todo
viajante tem. Tomamos mais duas rodadas, onde dessa vez ficamos com Leffe Brune (eu), Tripel Karmeliet (Mariana), Jaci ainda na Stella Artois e Jana preferiu pedir um Kir que é uma bebida baseada em Licor de Cassis, Chapanhe e Cereja.
Depois seguimos andando até um outro bar, que acredito ser
Tailandês mas também não peguei o nome, próximo à estação De Brouckere onde encontramos dois amigos das minhas primas Kirsteen e Sebastian.
A Kirsteen eu já conhecia da minha ultima visita, quando Jaci morava com ela em
Londres. Amiga das minhas primas desde a infância, é praticamente da família
também. O Sebastian conheci ali, mas logo fiquei sabendo que também é baterista
e portanto, já ganhou meu respeito.
Como já era tarde, não nos demoramos muito. Apenas tomei uma
Westmalle Tripel e Mariana provou a Chimay Bleue. Os nativos evitaram o álcool
já que tinham um dia de branco no dia
seguinte.
Me guiaram até a estação De
Brouckere onde peguei o metrô de volta pra casa e lá mesmo me despedi de
todos. Minhas primas e a Kirsteen com certeza verei novamente, assim que voltar da Espanha já com
minha Parceira, mas Mari provalmente só poderei encontrar de volta na terrinha,
já que hoje sigo para a Espanha enquanto ela permanece aqui por mais 3 dias e
depois volta à ilha de Seychelles
onde está fazendo o Doutorado. Apenas um dia mas valeu a pena pela
improbabilidade da coisa! Foi divertido!
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| Estação De Brouckere |
Na volta pra casa revivi uma das coisas que mais gosto no
primeiro mundo: voltei pra casa no último metrô da noite, sem problemas, desci
na minha estação de onde ando ainda uns 10 a 15min até em casa. Tudo isso numa
boa, sem ser incomodado ou sofrer qualquer tipo de ameaça. Apenas com meu
sonzinho no fone de ouvido e o vento na cara.
Agora estou arrumando as malas para Barcelona e de lá passo em Madri
para o Rock in Rio Madrid e então
retorno à Barça, onde finalmente encontro Rafaella!
A saudade é muita mas a empolgação só aumenta a cada dia que se aproxima. Devo
passar um bom tempo sem postar nada pois não levarei meu computador, e no total
será 1 semana fora “de casa”.
Que venham boas histórias!



boa sorte meu velho!! e manda um abraço pra "a" Kirsten e "o" Sebastian, como vc mesmo disse... :P