A Little Bit of History and Beers - Europa parte 11

No sábado após Lille, fomos nos embrenhar nos interiores da Bélgica. A meta da vez foi viajar para as áreas rurais do país, e já na estrada podia se ter uma visão dos campos abertos, muito feno e muita vaquinha. Seria algo parecido com a vista da ida pra Chã Grande só que mais arrumadinho. A primeira parada, depois de rodar muito pra achar, foi o monastério Mared Sous. Um clássico monastério europeu onde os monges fabricavam cerveja para sobreviver, com uma paisagem linda por toda parte, povoado por várias famílias com suas crianças e vovós.

Depois de rodar um pouco pra apreciar o ambiente, enfrentamos uma filinha mediana pra conseguir comprar a cerveja e o pão tradicionais, feitos naquele monastério. A cerveja é servida num caneco, muito bonito, específico do local e que não pode ser vendido. Pedimos os 3 tipos: Brown, Blonde e Triple. Todas as 3 eram ótimas, assim como o pão e manteiga que compramos e comemos um pouco lá mesmo.

Partindo de lá, seguimos para Dinant. Uma cidade muito linda e um tanto turística que é cortada por um grande rio onde ricassos passeiam com seus barcos, e mais acima reside La Citadelle, uma cidadela construída incrustada no alto de montanha. A cidadela é aberta a visitação, se você pagar, bastando você dar a volta de carro até lá em cima ou pegar um bondinho ou ainda subir uma escadaria imensa pela bagatela de 7 euros.

Depois ainda paramos pra comer num restaurante à beira do rio, onde vi com meus próprios olhos o maior cachorro do mundo. Há quem diga que era um leão albino, mas não tenho certeza.

Antes de ir embora fomos fazer uma visita à Hugo e Silvia, um casal de uruguaios (não tenho certeza se ambos são de lá), num verdadeiro camping daqueles de filme americano, com trailers, floresta, fogueira e tudo o que tem direito. É muito interessante como tudo é organizado no meio do mato.

Já essa ultima semana foi bem tranqüila por aqui. Saímos pra tomar uma cervejinha em Bruxelas no domingo, tentamos o bar De Ultieme Hallucinatie, ou A última alucinação, mas estava fechando e então fomos ao Moedre Lambic e provamos algumas das cervejas do cardápio (sim, um cardápio de cervejas).

A segunda feira era “dia de branco” para meus companheiros então só me restou ficar em casa. Na terça, fui com meu tio Antonio conhecer Waterloo, o famoso local onde o grande Napoleão perdeu a guerra. No caminho paramos pra ver um verdadeiro castelo antigo, com direito a ponte elevadiça e poço ao redor, onde hoje funciona um museu mas para o nosso azar já estava fechado.

Um castelo de verdade

Chegamos um pouco tarde em Waterloo e todas as atrações turísticas já estavam fechadas. Mas na verdade não tem muito o que se ver lá, apenas uns dois museus, um de cera e um outro sobre a batalha, e o monte com a estátua que homenageia a famosa batalha de Waterloo. Ao redor desse monte, durante um período específico do ano, é reencenada a famosa batalha que marcou o fim da guerra.

Uma foto comigo pra provar que eu estive mesmo lá!

Da quarta até a sexta à noite não tive outra opção a não ser mazelar o dia inteiro. Algumas vezes o ócio, e a necessidade de ver gente viva, foi tão grande que a solução foi sair pra passear com o cachorro pelo quarteirão.

Na sexta à noite, atendendo aos meus pedidos, fomos ver um pouco mais da vida noturna de Bruxelas. Fomos a uma área próxima a Grand Place que é rodeada de bares de todos os tipos e muito movimento, que poderíamos chamar facilmente de Recife Antigo Belga. Experimentamos 3 bares: um primeiro comum, Mappa Mundi, com cadeiras na calçada e tudo o mais; o segundo um Irish Pub chamado Oreily’s, onde se podia falar inglês e beber uma Guiness. Lá, ao receber minha Guiness acabei levando um poke da garçonete pois fui logo bebendo e ela disse: “you’re not supposed to drink the foam!”. Faltei explicar a ela que no Brasil a gente não recebe a cerveja e fica paquerando o copo; se não é pra beber a espuma, então não botamos espuma! O terceiro bar era um com um clima bem mais legal chamado Caffe Central, menos chic, pouca luz e música ambiente. Mas o DJ tava tão ruim que acabamos indo embora logo.

Recife Antigo da Bélgica

De lá seguimos pra casa e eu ainda comi a boa e velha Fritures no caminho. Era ainda um pouco cedo, apesar de ser sexta, mas meus companheiros precisavam trabalhar excepcionalmente no dia seguinte. Então cumpriremos o tour noturno na semana que vem.

O dia seguinte foi o tão esperado dia de seguir com meu tio Antonio para conhecer a cidade mais chique do mundo: Paris! Mas dedicarei uma postagem exclusiva para contar desse dia, assim vocês podem comentar aqui e lá sem misturar os temas.

Continua...

6 comentários:

Marcella . disse...

hahahha tu e tuas comparações: "parece com o caminho pra chã grande(...)parece o recife antigo.."

os restaurantes normalmente têm uma "carta de vinhos", os daí têm a "carta de cervejas".. adorei isso.

mas vou guardar toda a minha invejinha pro post sobre paris! ai, paris...

Paulinha disse...

ei que perfeito esse castelo, lembrei agora daquele filme "Em busca do vale da Lua" =p

mermao, eu tenho que fazer minha reclamação(a de sempre) : como tu tá nas zoropa e passa de quarta a sexta no ócio? :O

aguardo ansiosa o post sobre a cidade Luz!

Patri disse...

hehehehe espera ate tu chegar na alemanha. aqui é que vai se empaturrar de cerveja mesmo =D amo as fotos. saudade de tu =D

Pri Farias disse...

tu vai voltar direto pra uma rehab depois dessa viagem. Haja cerveja! Mas eu to com inveja.
:~~

Piu. disse...

percebi uma coisa que deve otimizar um pouco os meus comentários no teu blog: é necessário ir lendo com a caixa de comentários aberta. Isso porque casa paragrafo tem algo pra comentar, e se eu comento só no final, acabo esquecendo dos comentarios iniciais. enfim.

adorei os monges que vivem de fazer cerveja. um país onde tomar uma não apenas não é pecado, como é a subsistência da igreja! :D

essa escadaria pareceu a subida do morro do bom jesus, em caruaru, pra nao falar na semelhança com os morros de becos estreitos, nas favelas do rio. nao acredito que tu pagou pra ir nisso.

continuo querendo te matar por perder as coisas aí porque acordou/saiu de casa tarde.

agora péra, vou ali saber notícias de paris.

Gustavo Calheiros disse...

bixo, tu conheceu o local que napoleao perdeu a guerra, mas falta tu saber qual foi a posicao em que ele perdeu a guerra...

outra atracao turistica sao os nomes dos bares por ai neh? haja criatividade!

e outra... essas fotos com tua cara no meio nao prova nada, essa ai ate no photoshop eu faço!