No sábado após Lille, fomos nos embrenhar nos interiores da Bélgica. A meta da vez foi viajar para as áreas rurais do país, e já na estrada podia se ter uma visão dos campos abertos, muito feno e muita vaquinha. Seria algo parecido com a vista da ida pra Chã Grande só que mais arrumadinho. A primeira parada, depois de rodar muito pra achar, foi o monastério Mared Sous. Um clássico monastério europeu onde os monges fabricavam cerveja para sobreviver, com uma paisagem linda por toda parte, povoado por várias famílias com suas crianças e vovós.
Depois de rodar um pouco pra apreciar o ambiente, enfrentamos uma filinha mediana pra conseguir comprar a cerveja e o pão tradicionais, feitos naquele monastério. A cerveja é servida num caneco, muito bonito, específico do local e que não pode ser vendido. Pedimos os 3 tipos: Brown, Blonde e Triple. Todas as 3 eram ótimas, assim como o pão e manteiga que compramos e comemos um pouco lá mesmo.
Partindo de lá, seguimos para Dinant. Uma cidade muito linda e um tanto turística que é cortada por um grande rio onde ricassos passeiam com seus barcos, e mais acima reside La Citadelle, uma cidadela construída incrustada no alto de montanha. A cidadela é aberta a visitação, se você pagar, bastando você dar a volta de carro até lá em cima ou pegar um bondinho ou ainda subir uma escadaria imensa pela bagatela de 7 euros.
Depois ainda paramos pra comer num restaurante à beira do rio, onde vi com meus próprios olhos o maior cachorro do mundo. Há quem diga que era um leão albino, mas não tenho certeza.
Antes de ir embora fomos fazer uma visita à Hugo e Silvia, um casal de uruguaios (não tenho certeza se ambos são de lá), num verdadeiro camping daqueles de filme americano, com trailers, floresta, fogueira e tudo o que tem direito. É muito interessante como tudo é organizado no meio do mato.
Já essa ultima semana foi bem tranqüila por aqui. Saímos pra tomar uma cervejinha em Bruxelas no domingo, tentamos o bar De Ultieme Hallucinatie, ou A última alucinação, mas estava fechando e então fomos ao Moedre Lambic e provamos algumas das cervejas do cardápio (sim, um cardápio de cervejas).
A segunda feira era “dia de branco” para meus companheiros então só me restou ficar em casa. Na terça, fui com meu tio Antonio conhecer Waterloo, o famoso local onde o grande Napoleão perdeu a guerra. No caminho paramos pra ver um verdadeiro castelo antigo, com direito a ponte elevadiça e poço ao redor, onde hoje funciona um museu mas para o nosso azar já estava fechado.
Um castelo de verdade
Chegamos um pouco tarde em Waterloo e todas as atrações turísticas já estavam fechadas. Mas na verdade não tem muito o que se ver lá, apenas uns dois museus, um de cera e um outro sobre a batalha, e o monte com a estátua que homenageia a famosa batalha de Waterloo. Ao redor desse monte, durante um período específico do ano, é reencenada a famosa batalha que marcou o fim da guerra.
Uma foto comigo pra provar que eu estive mesmo lá!
Da quarta até a sexta à noite não tive outra opção a não ser mazelar o dia inteiro. Algumas vezes o ócio, e a necessidade de ver gente viva, foi tão grande que a solução foi sair pra passear com o cachorro pelo quarteirão.
Na sexta à noite, atendendo aos meus pedidos, fomos ver um pouco mais da vida noturna de Bruxelas. Fomos a uma área próxima a Grand Place que é rodeada de bares de todos os tipos e muito movimento, que poderíamos chamar facilmente de Recife Antigo Belga. Experimentamos 3 bares: um primeiro comum, Mappa Mundi, com cadeiras na calçada e tudo o mais; o segundo um Irish Pub chamado Oreily’s, onde se podia falar inglês e beber uma Guiness. Lá, ao receber minha Guiness acabei levando um poke da garçonete pois fui logo bebendo e ela disse: “you’re not supposed to drink the foam!”. Faltei explicar a ela que no Brasil a gente não recebe a cerveja e fica paquerando o copo; se não é pra beber a espuma, então não botamos espuma! O terceiro bar era um com um clima bem mais legal chamado Caffe Central, menos chic, pouca luz e música ambiente. Mas o DJ tava tão ruim que acabamos indo embora logo.
Recife Antigo da Bélgica
De lá seguimos pra casa e eu ainda comi a boa e velha Fritures no caminho. Era ainda um pouco cedo, apesar de ser sexta, mas meus companheiros precisavam trabalhar excepcionalmente no dia seguinte. Então cumpriremos o tour noturno na semana que vem.
O dia seguinte foi o tão esperado dia de seguir com meu tio Antonio para conhecer a cidade mais chique do mundo: Paris! Mas dedicarei uma postagem exclusiva para contar desse dia, assim vocês podem comentar aqui e lá sem misturar os temas.
Continua...

hahahha tu e tuas comparações: "parece com o caminho pra chã grande(...)parece o recife antigo.."
os restaurantes normalmente têm uma "carta de vinhos", os daí têm a "carta de cervejas".. adorei isso.
mas vou guardar toda a minha invejinha pro post sobre paris! ai, paris...