Após o tour pela nightlife belga fui direto dormir na casa do meu tio Antonio para que no dia seguinte saíssemos cedinho pra pegar a estrada em direção à Paris! Em média 3 horinhas de carro e chegamos ao pedágio na entrada da cidade. Pedágio é uma coisa que não vemos muito no Brasil, ao menos no nordeste, e neste (como tudo aqui na Europa) era self-service. Você pega o ticket e insere o cartão de crédito ou dinheiro, dependendo da sua preferência. Aqui na Europa é tudo na base do se vira, botar/pagar gasolina ou estacionamento ou tantas outras coisas é só entre você e a maquininha. Até o carrinho do supermercado você tem que tirar e botar no lugar de volta você mesmo! Você põe uma moedinha pra retirar o carrinho e só a recupera se devolver ele lá no mesmo lugar (vi isso em Lille, mas esqueci de comentar).
Bom, primeira parada turística na cidade luz foi o Arco do Triunfo. Era bem no começo da nossa rota e após dar uma volta muito perigosa ao redor do arco, pois essa área da pista é uma verdadeira zona, um total bandavuô, pois é enorme e você pode seguir pra qualquer direção; paramos um pouco para observar e tirar foto deste monumento que homenageia as vitórias de Napoleão Bonaparte. O único problema foi pra conseguir um espacinho e um ângulo pra tirar foto em meio a tanta gente fazendo pose em frente ao arco. Depois de algumas tentativas e alguns excuse me’s, consegui a minha!
Boa parte da nossa visita foi por carro, o que no começo achei meio chato mas depois percebi que não teria condições de ver tudo o que eu vi em Paris em um dia se fosse a pé.
Caminhei um pouco por entre as lojas “podres de chique”, e pessoas idem, para depois seguirmos mais a frente para ver o Obelísco, monumento egípicio que Napoleão roubou diretamente do Egito pra trazer pra Paris. É algo muito impressionante e muito belo.
Seguimos de carro ao lado do rio Siena e fomos até a famosa Catedral de Notre-Dame, que, como muitas outras catedrais e construções que vi ao longo da viagem, é algo grandioso e deslumbrante. Estava aberta para visitação, mas a fila estava se estendendo ao longo da praça inteira então me contentei em perambular um pouquinho no meio da turistada toda.
Paramos pra bater um rango num belo restaurante que, como a maioria daqui, era servido por duas belas garçonetes poliglotas. Porque no Brasil nunca é assim? Tive a oportunidade de experimentar um tradicional lanche francês chamado Croque-Monsieur que nada mais é que o nosso famoso Misto Quente!! Agora toda vez que me perguntarem o que eu comi no café da manhã responderei que tive um Croquet-Monsieur pra ser mais chique. Mas na verdade não é exatamente um misto quente. A idéia é a mesma: pão, queijo e presunto; mas é feito de maneira diferente. É uma fatia grandona de pão, da largura de um prato comum, com o queijo e o presunto assados em cima numa chapa diferente. Você pode ainda pedir o Croque-Madame que é a mesma coisa acompanhada de ovo.
Após feito o desjejum, fomos até a atração principal: a Torre Eiffel. Todo mundo cansou de ver e ouvir sobre ela, mas até que você esteja lá não dá pra ter noção da grandiosidade que é este monumento. Sério mesmo, é algo de uma magnitude absurda. Megalomanico, eu diria. Arrisco dizer que a área entre os quatro pés da torre dariam uns 3 marco-zeros do Recife.
Como não podia deixar de ser nos preparamos para subir na tão famosa torre e pra isso tivemos que enfrentar mais ou menos 1 hora de fila, dentre pessoas de todas as nacionalidades, só pra chegar no caixa onde paguei 6,40 euros por ter entre 13 e 24 anos e meu tio pagou 8 euros. Tem ainda a opção de subir de escada, que é mais barato, mas como estava com meu tio optamos pelo elevador. São 4 elevadores, um em cada pé da torre, e eles são de 2 andares para que um maior numero de pessoas possa subir de cada vez. O preço do nosso ticket nos dava direito de ir até o 2º andar, já que para ir até o top floor era mais caro e tinha ainda 45 minutos de espera depois de chegar no 2º andar, e sendo assim perderíamos muito tempo do dia.
Ao chegar no segundo andar, apesar do tempo meio fechado, já dava pra ter uma vista espetacular da cidade inteira. E pude perceber que minha vertigem (nem sei se esse é o termo correto) é mais potente do que eu pensava, pois mesmo estando em um piso totalmente seguro e um parapeito fechado por grades, me sentia um pouco desequilibrado cada vez que olhava pra baixo. A partir daí concluí que não tem a menor necessidade de ir até o ultimo piso, é coisa de doido! Quem tiver curiosidade veja diferença de altura entre o segundo piso e o último.
Depois descemos de escada mesmo até o primeiro piso onde funcionam restaurantes, exposições e tinha até um pequeno cinema, o Cineiffel, mostrando filmes em que a famosa torre foi estrela.
Gastamos alguns vários minutos lá em cima e depois pegamos o elevador pra descer. Saindo de lá demos a volta e paramos numa grande plataforma onde se tem uma incrível vista da torre e consegui fazer umas fotos maravilhosas!
Seguindo de lá fomos até a região de Pigalle, onde seria o Red Light District de Paris (pra quem pensou que Paris só tinha luxo e riqueza!). Mas não chega nem um pouco a ser a depravação que é em Amsterdam, já que em Paris se tem apenas alguns sex shops, museus eróticos e casas striptease. Mas nada de prostitutas na janela e fotos pornográficas no meio da rua. É em Pigalle também que fica o mundialmente famoso e mais importante cabaret (no verdadeiro sentido da palavra) do mundo: o Moulin Rouge! Hoje na flor da idade, com apenas 200 anos. Próximo a ele existem outros cabarets, mas todos os olhares são mesmo para o moinho vermelho devidamente girando. E à noite fica mais bonito ainda!
Depois subimos até Montmartre, uma área que podemos facilmente considerar a Olinda Francesa. Sério, se o sítio histórico de Olinda fosse construído baseado na mesma arquitetura usada na frança, ficaria igualzinho à Montmartre! Tirando o visual das casas, o resto é muito parecido: muitas ladeiras, muito turista passando, muito artista de rua, muita bugiganga pra vender e restaurantes pra comer. É lá que fica a Basílica de Sacré Cœur, no alto da subida e de frente a uma enorme escadaria que dá vista pra quase a cidade de Paris inteira! Por lá rodam uns trenzinhos, para os turistas, parecidos com os que tem em Itamaracá, só que mais bonitos.
Montmartre
Trenzinho em Montmartre
Depois de mazelar um pouco lá por cima, descemos algumas escadarias e fomos até um restaurante fazer a janta. A comida não tava das melhores e meu tio ainda fez a façanha de tirar onda da minha cara para a garçonete em francês, para que eu não entendesse, enquanto eu apenas olhava ela e ele rindo de mim sem saber por que.
Enquanto jantávamos presenciei uma cena muito inusitada: dois caras apareceram aos gritos brigando, com direito a socos, cabeçadas e sangue. Na verdade me pareceu mais que um cara só tava brigando e o outro apenas tentando se justificar e apanhando. Não conseguimos entender a razão da briga e posterior sangue no rosto do rapaz, já que o barraco era todo em francês e não consegui entender nada e nem meu tio conseguiu acompanhar.
Já era escuro quando fomos dar a ultima volta pela cidade pra apreciar a cidade luz fazendo jus ao seu apelido. Passamos mais uma vez próximo ao Arco do Triunfo e paramos pra conferir a loja da Renault e seus impressionantes carros.
Eu queria comprar esse, mas não gostei da cor.
Por sorte encontrei um Sheik árabe na rua e o convenci a me vender sua Mercedez-Benz personalizada, cravejada de pedras preciosas nos faróis. Agora é só trocar a placa.
Demos a última volta pela cidade para ver a querida Torre Eiffel iluminada em toda sua beleza e também o Moulin Rouge, novamente.
Passamos também em frente ao Museu do Louvre, mas este teve que ficar só na foto mesmo pois para uma visita de apenas um dia não daria tempo de conhecer. Quem sabe numa próxima?
Cansativas 3h de viagem de volta e chegamos à Bruxelas para o tão desejado sono! E o que eu tenho a dizer? Visite Paris, e se possível fique vários dias para poder conhecer tudo o que a cidade tem pra mostrar!
Antes de terminar, eu tinha prometido novidades quentes ao final da penúltima postagem. Acontece que os ventos sopraram a meu favor e agora tenho, não uma, mas duas novidades! A primeira é que amanhã seguiremos para a terra das loiras gigantes: Berlin! Ficaremos até sexta-feira e dessa vez não levarei o computador comigo, então não esperem pelo resumão até o próximo fim de semana.
A segunda é que conseguimos ingressos para o Pukkelpop, no dia 22, e eu vou ver um show do Arctic Monkeys! Uma verdadeira realização espiritual, também pelo fato de estar em um festival europeu. Sendo assim, aviso aos amigos mais próximos que meu retorno à terrinha foi adiado para o dia 25, ok?
Aguardem mais boas histórias por aqui!

só tenho a lhe dizer que senti uma inveja muito grande em meu coraçãozinho ruivo. mas é invejinha boa. hehe
como assim que é tudo pertinho aí da bélgica, como quem vai daqui pra maceió ou natal? meniiino, que coisa boa...
então aproveite bem a alemanha, e tire fotos no que sobrou do muro de berlim. beijo!