Segunda-feira, 10 de agosto. Dia de mais uma jornada internacional! Destino da vez: Berlim! Saindo de casa por volta das 15h com Kris para pegar o ônibus, depois o metrô até a Gare Centrale onde encontramos com Paulina pra pegar o trem até o aeroporto onde pegaríamos o avião pra Berlim. Acompanhou aí o trajeto? Só faltei andar de carro e barco pra fechar o pacote. No aeroporto de Bruxelas fiz mais uma vez o caminho de Santiago no sobe e desce escada até chegar ao portão de embarque. O avião era um EasyJet, pequenininho, e apenas 1h e 5min depois estávamos na capital alemã.
Dessa vez éramos todos turistas, ninguém conhecia a cidade e, apesar de Kris entender um pouco da língua (que se parece um pouco com o Flamengo), estávamos todos na mesma situação. Como bons turistas, paramos no balcão de tourist information e pegamos as informações necessárias pra chegar até o nosso alojamento. Alguns minutos de metrô depois, chegamos à Zoologischer Garten onde ficava nosso albergue. A localização era ótima pois, tínhamos quase em frente o famoso zoológico de Berlim, tínhamos embaixo do albergue (era tipo sobre-loja) um Burger King e ao lado um supermercado; atravessando a rua pra um lado tínhamos uma sequencia de junk-foods tipo McDonalds, Pizza Hut e outros; e pra outro lado a estação de metrô. O albergue era totalmente diferente da imagem que eu tinha do que seria um albuergue. Pra mim pareceu mais um hotel 2 estrelas! Ficamos num quarto com banheiro próprio, com vista de frente pra uma famosa igreja em ruínas (apesar das obras que ocupavam metade da vista), o albergue tinha sauna, lounge, internet e um terrace com trainspoting que tinha um bar com vídeo-game Wii, som e a atendente mais linda da Alemanha. Bar este que, ao longo da viagem, constatamos ser o melhor point noturno pra ser ir naquele bairro. Todos os outros bares que visitamos sucks! Lembrando também que, como era albergue, todos os atendentes falavam inglês (melhor pra nós!).
Na primeira noite fizemos apenas um breve passeio pelo quarteirão pois, chegamos já era quase noite, além de estarmos muito cansados de viajar em todos os meios de transporte existentes. Depois de rodar um pouco e procurar um tal dum Irish Pub que tinha placa em todo canto, prometendo música ao vivo toda noite, acabamos em um restaurante duma galeria na praça em frente pra tomar uma Pintje (“cervejinha” em flamengo).
Pra você, amigo brasileiro, que tem a ilusão de que na Europa por serem países de primeiro mundo, todo mundo sabe falar inglês você está enganado! Isso é uma grande lenda urbana. Nesse restaurante, assim como em outros lugares que visitamos, os atendentes não falavam inglês, o que nos rendeu algumas mímicas e caretas de “hein?”.
No dia seguinte acordamos cedo e fomos dar uma olhada no breakfast do albergue, que constatamos não valer a pena pelo preço de 6 euros. Deixei pra comer na rua mesmo.
Seguimos nosso primeiro tour nos baseando no livro Lonely Planet sobre Berlim, e depois de andar um pouco paramos pra comer um croissant com cappucino e uma coca-cola. Foi o que achamos de mais em conta, pois como toda cidade turística, em Berlim tudo é caro. O croissant aqui na Europa é diferente do que a gente ta acostumado aí em Recife. Nada de queijo e presunto dentro, aqui ou é croissant au chocolat, com chocolate dentro, ou croissant naturale, com nada dentro. Escolhi o natural e achei muito bom, tem um gostinho de bolo comum invés de ser só pão como seria aí.
Durante a caminhada nos deparamos com uma espécie de tumba em pedra que no primeiro momento achamos ser um pedaço do muro de Berlim. Após olhar a placa explicativa constatamos que não era e seguimos andando. Durante a caminhada reparamos no chão uma espécie de ladrilho diferente que fazia um caminho. Vi que algumas pessoas tavam tirando foto daquilo e fui olhar com mais calma. Achei a plaquinha que comprovava que aqueles tijolinhos foram um dia parte do muro de Berlim, e aquilo se estendia por uma distancia infindável.
Um dia foi o muro de Berlim aí
Ao longo de toda a extensão onde foi o muro, hoje fica marcado por estes ladrilhos e é interessante reparar, seguindo a extensão da linha no chão, como hoje se tem lojas e prédios construídos “em cima” e “atravessando” o muro. Numa das lojas, seguindo a linha do muro, havia está placa que diz “Atenção, vocês está deixando agora a Berlim-Oeste”, pois a porta fica exatamente onde era a divisão entre os dois lados.
Seguindo o trajeto chegamos finalmente aos verdadeiros restos do muro de Berlim! Como não podia deixar de ser, muita gente em volta tirando fotos, e lá havia um “guia” turístico que falava inglês, espanhol e alemão (claro!); vestido com uma farda soviética dando explicações sobre a história do muro e que por apenas 2 euros lhe dava um visto original o qual antigamente permitia a travessia entre os 2 lados do muro, com carimbos originais de todas as nações que dominavam a dividida Berlim.
Resto do muro (estiloso) de Berlim
Mais a frente no trajeto passamos pelo memorial dos judeus, um cemitério apenas simbólico em homenagem aos judeus mortos na guerra. O interessante é que muita gente quer negar que tenha havido o genocídio dos judeus mas ainda assim constroem um memorial a eles. Estranho, não? Muita gente, ao primeiro momento que passou no memorial, não sabia ainda do que se tratava e, assim como eu, subiram nas “tumbas” (lembrando que não tem ninguém enterrado de verdade) e por isso ouviu um pedido de “come down, please” do guardinha.
Seguindo o livro chegamos até o Brandenburg Gate, um ponto turístico muito famoso de Berlim. Mas demos azar pois durante nossa estadia estava sendo preparado um palco para algum evento bem em frente e por isso tava tudo cercado e coberto com tapumes e não tivemos muito o que observar.
Passamos também em frente ao parlamento e encontramos uma fila gigantesca pra entrar, então tiramos algumas fotos e fomos embora. Ficamos sem entender o que é que tem de tão bom ali pra formar uma fila dessas.
Em um certo momento da caminhada nos deparamos no meio da rua com uma Girafa. Esta não era a do zoo, mas sim uma girafa de LEGO, aquele mesmo que embalou a infância de todos nós. Queria saber quem teve a paciência de montá-la inteira.
Paramos pra tomar um sorvete, e como tínhamos saído cedo ainda tinha tempo de sobra pra passear então resolvemos fazer um boat tour que foi muito legal! Me senti rico e poderoso passeando de barco por Berlim e tomando cerveja num copo de meio litro, a única coisa chata é que as explicações eram em alemão então a gente tinha que ficar com radinho no ouvido que tinha as opções de escutar em inglês e espanhol. Depois de meia hora de passeio já tava com o ouvido doendo!
Antes de seguir para os aposentos, passamos ainda no famoso Checkpoint Charlie, o ponto de travessia entre o setor americano e o soviético. Em toda área tem um grande mural contando histórias do local, de fugas bem-sucedidas e mal-sucedidas; tem muito barraqueiro vendendo souvernirs, e eles são chatos iguais aos do Brasil; tem também a antiga cabine de controle decorada como nos tempos da guerra e com 2 guardas vestidos como antigamente, e você tinha que pagar 2 euros pra tirar foto com eles no Checkpoint. “Não, obrigado” pensamos nós três, e ficamos apenas com uma foto a distância mesmo.
Por ali também tinha muita indiana ou cigana, sei lá, pedindo dinheiro. Era um saco, igual aos meninos de rua do Brasil. Também vi lá em Berlim meninos limpando para-brisa no sinal, igual a gente vê muito em Recife, só que era bem menos. A maioria deles tinha aparência árabe. É pra gente ver que miséria também chega aqui no 1º mundo.
No caminho da volta ainda passamos em frente ao Altes Museum, que iríamos conhecer no dia seguinte. A praça em frente a ele é muito legal.
Outra coisa interessante de Berlim é o semáforo de pedrestres. Invés daqueles bonequinhos verde e vermelho sem graça, os de Berlim são diferentes. O verde é um rapazinho de chapéu caminhando e o vermelho é o mesmo rapazinho na posição do cristo redentor. Eles vendem tudo quanto é souvernirs com esses bonequinhos também.
Bonequinho verde do semáforo de pedestres
Antes de subir para o merecido descanso dos nossos pés demos uma passadinha pra experimentar o terrace do albergue, tomamos uma cervejinha rápida (“two Berliner Kindl, please”) e fomos enfim dormir para estarmos novos no dia seguinte.
Os últimos dias contarei na próxima postagem...



nao seria pitcher? o pessoal chama de pitcher uma jarra de cerveja...
bom, nao tenho muito o que comentar... so lembrei que tb vi um menino limpando para brisa em toronto... eu acho que eles fizeram um treinamento em recife.