Here we are again! Vamos para o segundo episodio de Cronicas de um Mudo!
Eu sei que fiquei devendo a segunda parte do primeiro dia, mas na verdade nem tem muito o que contar. De Portugal peguei o vôo pra Bruxelas que duravam 2h em media e foi bem tranqüilo, apesar de Denis o Pimentinha ter sentado na minha frente ficou pertubando com a cadeira o tempo todo. Quando o avião pousou ele bateu palma. ¬¬
Tambem não vou falar das aeromoças e das européias lindas que tavam no vôo pra vocês não ficarem me taxando de tarado por aqui.
Agora umas coisas interessantes que eu tenho que citar é que o aeroporto de Bruxelas é tipo, ENORME, e do avião até as malas eu fiz a verdadeira maratona... dei umas 30 curvas, desci 3 escadas e subi 3 escadas. Como eu já havia sido alertado anteriormente, fui seguindo o povo do meu vôo, senão provavelmente estaria La ate agora perdido. Deu ate pra cansar as pernas.
Quando cheguei no salão de malas, o meu cartãozinho acho que tava numerado errado, porque fiquei esperando na esteira 2 e nada de mala minha. Entao novamente repeti a dica anterior e fui atrás do povo do meu vôo e enfim achei as malas. O cara da alfândega ainda pediu pra abrir uma, mas foi tranqüilo e me deixou passar.
O resto do dia foi bem familiar. Só entregar as muambas e tomar uma cervejinha com os parentes. Já vi que vou voltar daqui com a maior barriga do mundo.
Já hoje deu pra conhecer bastante. Primeiro dei uma volta aqui na minha própria rua onde não tem perigo de me perder e fiquei reparando nas casas. É tudo muito legal porque não tem muro e são todas estreitinhas, crescem pra cima. A grande maioria dos carros são fodas: Renault, Peugeot, BMW, Audi, Toyota e outras que eu não conheço. Mas cheguei a ver um Ford Ka aqui. Deve ser de algum gari.
Ainda aqui na rua, fui tirar foto de um gato que tava na varanda de uma casa e bem na hora uma veia apareceu. Ela resmungou alguma coisa em Flamenco (língua local) e eu não entendi nada nem sabia explicar o que eu tava fazendo de modo que ela entendesse, então simplesmente fui embora.
Mais tarde fui com minha tia pra o centro de Bruxelas (estou em Sint-Pieters-Leeuw) e peguei um ônibus e 2 metros. O legal daqui é que é tudo eletrônico. Voce tem cartões de tipo, 10 passagens ai você Poe na maquininha e ela vai descontando por viagem. Sim, é por viagem e isso quer dizer que serve pra ônibus e pra metro do mesmo jeito. Voce Poe na maquininha ele engole, Le, desconta e devolve. O que significa também que não tem cobrador. Hehehe.
A maquina de comprar passagem aceita moedas e ainda devolve o troco em moedas, pense na tecnologia. Os ônibus são bem espaçosos e não tem aquela escada maldita dos busu daí, aqui ele é bem baixinho. E outra coisa é que você pode usar a mesma passagem se o tempo entre um ônibus e outro for pequeno. Tipo, você pagou uma passagem e tem ate tal hora pra pegar outro ônibus sem pagar uma nova passagem. Se você pegar 50 onibus dentro desse tempo é uma passagem só.
Hoje pude conhecer a fachada do Palácio do Rei, é bem bonito. Mas já sei que o rei não manda em nada aqui.
Depois fomos a La Grand Place, que é a área mais famosa e turística de Bruxelas. Chegando La logo se vê muitos turistas de todos os tipos e culturas, muitas câmeras fotográficas e claro, muitos japas!
Depois fui ver “o menino que mija” (não sei o nome real) que é como se fosse o símbolo da cidade. É uma estatuazinha dum menino mijando, feito aquelas fontes de praça. Ele tem 2 lendas, uma diz que era um filho de uma família rica que se perdeu e que foi o maior rebuliço pra achar ele e tal. Não entendi exatamente a importância disso. A outro diz algo sobre um incêndio que atacou a cidade e o menino ajudou a combater o fogo com seu xixi. Que? Bom, foi isso que eu entendi. Conselho: procurem no Google.
Dependendo da época ou do evento eles põem roupas na estatua. Tipo, no natal você vê a estatua vestida de papai Noel, na copa eles vestem o uniforme de futebol e assim vai. Todo mundo tira foto em frente. Tem também uma estatua de um homem nu em ouro que diz a lenda que você tem que esfregar ela e terá sorte. Eu já sou sortudo o suficiente então não esfreguei.
Depois fomos num bar provar tipos de cerveja, tem mais de 30 aqui... acho que vou virar alcoólatra. Tinham umas garçonetes lindas e.... ta, ta, parei.
Por hoje foi isso... Tenho conversado bastante em inglês com Kris, o dono da casa, mas ainda me sinto muito idiota tentando falar inglês ai gagueijo muito. Erro as palavras, as conjugações, mas acho que só insegurança mesmo.
Amanha ta programado pra eu pegar o ônibus e o metro sozinho pra encontrar com eles no centro. O medo reina em mim aqui, é tão ruim você saber que não entende e não é entendido. Mas vamos ver no que dá.

Faltou foto das galegas!