Daily News - Europa parte 10

Essa semana não foi de muitas novidades então o relato de hoje vai ser curto. Na segunda, relaxar; na terça jantar italiano na casa do meu tio com meu priminho Ruda comemorando seus 11 meses; na quarta enfrentei o dilema de cortar ou não o cabelo e acabei aceitando o desafio. Paguei 9 euros (preço muito bom pra um corte de cabelo comum aqui) num cara, que não falava inglês e nem arranhava espanhol direito. Ele não cortou como eu queria mas confesso que esperava bem pior! Ainda bem que agora tenho meu chapéu inglês para o caso de emergência.

Na quinta, à convite de Kris, fui assistir uma partida do Club Brugge, um dos times aqui da Bélgica e time do qual Kris é torcedor. A partida era Club Brugge X FC Lathi, este último da Finlândia, jogo de ida valendo classificação na copa da UEFA. Eu estava esperando um verdadeiro show de horrores, inclusive tendo sido alertado pelos próprios residentes daqui, mas confesso que o que vi não foi muito diferente de uma partida de campeonato pernambucano, por exemplo. Alguns (vários) passes errados, muita afobação e principalmente a falta de um “estrela” que pudesse resolver o jogo nos momentos cruciais. Acabamos vencendo (no momento eu era torcedor do Brugge) a partida por 3x2, num bate-rebate angustiante de “leva um, empata, leva outro, empata” e nos últimos 3 minutos veio a virada. Já viram que sou pé-quente mesmo né?

Minha primeira impressão sobre um jogo de futebol belga foi que a torcida é muito tranqüila! Eles ficam em silencio o tempo todo e só tem levante quando ocorre um lance de perigo, aí todos aplaudem. Mas também se você considerar o frio maldito que faz lá em cima da arquibancada (na verdade tudo são cadeiras) é compreensível que ninguém fique muito afobado.

O estádio é bem organizado e os ingressos são fiscalizados 2 vezes pra entrar, uma no portão e outra antes de entrar na arquibancada, onde cada fiscal arranca um tiquezinho que tem no ingresso. No estádio é permitido vender cerveja, mas é uma cerveja com menos álcool que eles chamam de Blue.

Saindo do jogo fomos visitar rapidinho um amigo de Kris, chamado Ivan, que é piloto e nos mostrou fotos ao redor do mundo todo. Depois foram algumas horinhas de viagem até Sint-Pieters-Leeuw novamente para a tão desejada soneca.

O dia de hoje foi pra um passeio simples, porém notável! Fomos a Lille na França! É uma cidade que fica logo na fronteira com a Bélgica, muito bonita, lembrando um pouco Bruges só que mais urbana um pouco. É também, assim como Leuven, uma cidade universitária e portanto muita gente jovem e muita garota bonita. Mas ainda não foi dessa vez que eu consegui meu Green Card.

Lille - France

Na volta, pegamos um engarrafamento absurdo na rodovia entre França e Bélgica, devido a um acidente e obras. Conseguimos atingir a marca de 20km em 2h! Cadê o Guiness que não vê isso?

Amanhã os planos são incertos, mas com certeza vem coisa boa! E em breve tenho uma novidade quentíssima!

The last english days! - Europa parte 9

Na sexta-feira o passeio foi rapidinho, porque passamos um pouco da hora de acordar e acabamos saindo muito tarde. Dessa vez fomos até o Camden Market em Camden Town, um mercado ao ar livre, que lembra muito o mercado Pop e um pouco do mercado de São José no Recife, que todo o tipo de coisas interessantes, estilosas, úteis e inúteis pra se comprar. Posso lembrar de várias pessoas que iriam “endoidar” nesse mercado, com tanta coisa legal que tem. Priscilla especialmente.

Ainda próximo tem a parte do Camden Stables, que é uma área do mercado como se fosse um grande estábulo de cavalos, com muitas estátuas e o visual bem rústico. Dentro, lojas de todos os tipos: Rock, Hippie, Gótico, Electro, etc. E uma área que é tipo uma praça de alimentação, cheia de barracas com comidas chinesas, árabes e de outros lugares. Eu, na pressa que estávamos, resolvi comprar uma fatia de pizza calabresa numa das barracas e foi uma das piores decisões que tomei na minha vida. A pizza tava tão ruim, mas tão ruim que eu só consegui dar 3 mordidas. Parecia que eu tava comendo papelão! 2,20 Libras jogadas fora.

Loja esquisita no Camden Stables

Saindo de Camden Town, tivemos que correr pra casa com as nossas compras pois era noite de jantar com duas amigas que Jaci convidou pra casa. Lembrando que aqui já moram Jaci, Kirsteen e Rob, então ficamos em 6 no nosso jantar. Conheci as duas amigas, Harriet e Nicole, que foram muito simpáticas e até arriscaram algum português comigo. Eu não consegui participar muito das conversas durante toda a noite porque não conseguia entender nada do que eles diziam. Apesar de falarem inglês, era o sotaque britânico somado ao fato de serem 5 pessoas falando ao mesmo tempo, e falando mais rápido, cada vez que bebiam.

Apesar da minha pouca participação verbal, tivemos uma “festinha” muito boa que durou até de manhã! Músicas nostálgicas, vinhos e Jam sessions com gaita, ukelelê e “aquele tubo indiano de soprar” fizeram a noite. Mas dessa vez não bebi o suficiente pra falar inglês fluente.

O plano do dia seguinte era ir à praia, mas como já era de se imaginar todos perdemos a hora. A praia fica a 1h de trem daqui e como acordamos muito tarde não valia mais a pena ir. Ao invés de praia optamos pelo plano B, que sinceramente achei até mais legal: fomos conhecer Greenwich!

Alguns vários minutos e várias trocas de metrô depois, chegamos ao, literalmente, “meio do mundo”. Como não podia deixar de ser, muitos turistas lá e muita fila para o passeio de barco pelo rio Tâmisa. Nós preferimos andar pelo parque de Greenwich que é enorme e bonito, e depois fomos no observatório e vimos a linha exata que divide o meridiano. Posso dizer agora que já estive nos dois lados do mundo ao mesmo tempo!

Monumento que marca a divisão dos dois hemisférios

Voltamos com um pouco de pressa, pois a viagem de volta era longa e Jaci tinha uns compromissos pra resolver. Acabou que isso me proporcionou mais uma experiência clássica de quem vem à Londres: andar nos famosos táxis londrinos. Eles são diferentes de todos os outros, assim como o ônibus daqui. A área onde ficam os passageiros tem 4 bancos, 2 de frente para os outros 2, tem o vidrinho entre o motorista e os passageiros, além do fato da direção ser do lado direito. Bem curioso de se observar.

No dia seguinte fomos conhecer mais um mercado, que ficava perto de casa a mais ou menos 10min andando. Na verdade tava mais para um feirão mesmo. Tinha gente vendendo de tudo, em plena calçada, sentados em cima de toalhas oferecendo seus produtos. Chegando na parte gastronômica do mercado, enquanto Jaci comia um tipo de sanduíche argentino, eu não resisti às bandeirinhas e me comprei um Guaraná Antartica! Pô, eu sei que não faz muito tempo que eu to longe de casa mas, isso faz muita falta aqui! Usei o bom e velho português mas o cara insistiu em me responder em inglês. Tudo bem então. Rodamos mais um pouco e na hora que bateu a fome fui procurar algo pra comer dentre tantas opções mundiais e adivinha onde parei? Sim, não resisti mais uma vez e fui em outra barraca brasileira, desta vez de um casal de uberrrrlândia. Eu queria um pão-de-queijo mas tinha acabado, e me odeie quem quiser mas escolhe a boa e velha coxinha, e pra reforçar: mais um guaraná! Podem dizer o que quiserem, mas eu não vim fazer turismo gastronômico então estou bastante satisfeito.

Dando adeus à Londres

Já era hora de ir pra casa, pegar as coisas e ir para a estação. No caminho até o metrô, fui me despedindo da cidade à medida em que olhava a tamanha diversidade que tem ali. Me despeço de Jaciara e embarco no trem. Sem problemas com imigração dessa vez, segui para o meu assento e dessa vez fiquei num lugar bom, que era um dos assentos com a mesinha dobrável maior. Perto de mim sentaram duas meninas: uma bem bonitinha, no melhor estilo europeu, e outra bem alta e feia, também no melhor estilo europeu. E assim constatei que aquela regra que diz que toda menina bonita tem uma amiga feia não é só nacional, mas sim mundial! Num certo momento da viagem elas estavam tentando tirar uma foto das duas juntas sem ter muito sucesso, e cavalheiro como sou me ofereci para bater o retrato de tal momento tão importante na vida delas. Aposto que nunca mais esquecerão de mim.

Agora estou de volta a Bélgica e assim termina minha passagem por Londres. Passados os primeiros olhares adorei a impressão que fiquei da cidade. Não é a toa que é um dos pontos mais visitados do mundo, e eu recomendo também.

Londres!

Ainda tenho algumas semanas por aqui e espero que ainda viva muitas histórias pra contar por aqui.

London Calling! - Europa parte 8

Etapa Londres começando! E já comecei com o pé errado... Cheguei atrasado na estação por causa de mais uma noite mal dormida e perdi o trem. O pior é que isso só aconteceu depois que meus parentes já tinham ido embora, pois eu já tinha feito o check-in e todo o processo pra embarcar. Quando já estava na segunda policia imigração (a do UK) uma moça veio me informar que eu havia perdido o trem e que iria me colocar no próximo que saia 2h depois. Então tive que voltar pra sala de espera pra depois fazer todo o processo de novo. A grande questão é que eu não sabia como telefonar nos telefones públicos da Bélgica, alem de que na estação tinham bem uns 3 tipos diferentes de telefone. Ninguem soube me ajudar a telefonar e eu também não achei acesso wireless grátis na estação, e sendo assim não tive como avisar aos meus parentes que eu iria pegar o próximo trem. Quando terminei de tentar mil maneiras de comunicação já tava na hora de entrar pro outro check-in, fiz todo o processo de novo e na hora da imigração do UK já era outro oficial, e o maldito não era nem um pouco simpático. Ele viu que eu tinha perdido o primeiro trem e acho que a partir daí resolveu implicar... fez um milhão de perguntas: o que eu ia fazer em Londres, quem ia me receber, o que essa pessoa fazia, o que eu fazia no Brasil, quando ia voltar pro Brasil, onde estudava no Brasil, perguntou quase toda a historia da minha família e quanto mais ele perguntava mais meu inglês sumia! Além do fato que eu tive, meio que num impulso, que mentir dizendo que estudava no Brasil e que tinha que voltar pra faculdade em setembro que era quando recomeçavam as aulas. Isso me deixou mais nervoso ainda, mas se eu dissesse que sou um desempregado e não estudo mais duvido que ele ia deixar eu passar.

Passado esse transtorno, a viagem foi bem tranqüila e quando cheguei aqui minha prima Jaciara (que está me hospedando) estava lá me esperando em lágrimas achando que eu tinha sido deportado. Ela já tinha ido na policia e tudo pra perguntar por mim.

Passadas as más noticias, fui com ela começar a conhecer a cidade e o plano do primeiro dia foi conhecer um dos lados da cidade (não lembro se Leste ou Oeste) e passamos pela Millenium Bridge por cima do Rio Tâmisa, uma ponte toda modernosa que foi construída em homenagem ao milênio (óbvio).

Entramos no museu que fica logo após a ponte e depois fomos andar até uma outra ponte muito famosa, a Tower Bridge que com certeza muitos já viram em fotos. É realmente impressionante como ela é grande e bonita, mas acho que não tem nada dentro das “towers” pelo que eu vi através da janela. Andamos mais algumas horas pelas redondezas e depois paramos pra assistir umas apresentações culturais da América Latina que tavam acontecendo num espaço aberto parecido com a concha acústica. Depois fomos pra casa e só o que eu queria era dormir depois de tanta andança e do stress do trem e da imigração.

Aqui em Londres é tudo muito urbano e muito agitado, as pessoas estão sempre com pressa. Tanto que aqui se tem o costume de liberar o lado esquerdo da escada rolante para aqueles que não querem esperar a escada subir. Entao se você vai ficar paradinho, fique na direita. A maioria dos ônibus é daquele famoso de 2 andares, mas também tem ônibus normal e o “sanfona”. Aqui as bicicletas andam no transito igual aos carros, tendo que parar nos sinais e tudo. Todas as faixas de pedestre tem semáforo de pedestres e no chão tem a indicação “Look Left” ou “Look Right” pra você saber de que direção vem os carros. Bem interessante!

No segundo dia acordamos cedo, apesar de nem eu nem Jaci gostar dessa pratica, pra ir ao Parlamento, ela tem um amigo que trabalha lá e que nos serviu de guia pra que não tivéssemos que pegar um dos passeios turísticos comuns. O parlamento é uma coisa absurdamente chique e pomposa! Muitas estátuas de figuras importantes, muitos quadros dos vários reis de todos os tempos, tem até uma sala com o quadro de Henrique VIII e um quadro para cada uma de suas esposas. Lá dentro é dividido nas áreas de piso verde e vermelho, sendo o verde correspondente à House of Commons e o vermelho à House of Lords. A área dos lordes é mais restrita e quem não tem o crachá vermelho não pode entrar, mas o amigo de Jaci conhecia um ex-lorde que tava lá e ele nos mostrou tudo. Vi até um trono em que a rainha senta. Lá dentro, em todo o parlamento, não é permitido tirar fotos então nem vai dar pra ilustrar.

Do lado de fora já dava pra ver o famoso Big Ben, e eu tive o prazer de ouvir sua famosa badalada! Uma coisa engraçada durante todo o passeio, é que Jaci apesar de morar aqui a 7 anos não conhecia quase nada desses pontos turísticos, então ela tirava mais fotos que eu e tinha sempre que ta perguntando aos seguranças o que era cada coisa. Melhor que assim fica mais divertido.

De lá seguimos para o Green Park e fizemos uma atividade bem típica de Europeu no verão: mazelar na grama do parque! Mas com esses parques daqui dá ate vontade de ficar por lá mesmo. Depois do pit-stop, seguimos pra conhecer o famoso Buckingham Palace, residência oficial da Rainha! A bandeira hasteada no alto indicava que ela estava presente no palácio. Chegando lá, como era de se esperar, muito turista de todos os cantos do mundo. Vi brasileiro, árabe, espanhol, italiano e por ai vai... Nos portões do palácio, policiais armados com metralhadoras mas mesmo assim muitos turistas fizeram questão de tirar fotos com eles e suas vestimentas características. Vi também os famosos guardas reais, daqueles que ficam com roupas vermelhas pomposas e não se mexem. Na verdade eles se mexem de vez em quando, saem marchando feito crianças brincando de “marcha soldado cabeça de papel”. É até meio tenebroso na verdade. Fiz um vídeozinho de 2 guardas de dentro do palácio marchando pra lá e pra cá, sem a menor necessidade, fazendo uns movimentos que eu achei muito ridículo mas, enfim, cada um com sua cultura.

Logo em frente ao palácio tem uma grande fonte, adornada com estatuas de ouro e leões, onde todo mundo joga moedas pra fazer pedidos, eu acho. Eu não joguei nada porque desejar em libra é muito dinheiro pra gastar num pedido.


Quando estávamos voltando pegamos uma verdadeira e clássica chuva Londrina, forte e gelada. Como não tínhamos guarda-chuva tivemos que nos esconder embaixo do Arco de Mármore, monumento que foi construído pra ser a entrada da cidade, eu acho, mas ficou muito grande e virou apenas um arco de mármore mesmo. Que maneira chique de se esconder da chuva né?

Seguindo de lá, fomos conhecer a Chinatown, um bairro oriental que tem aqui. Tudo adornado como na China e até as placas são escritas também em chinês. Como não podia deixar de ser, cheio de china-inas e muito restaurante oriental pelas redondezas.

Depois de Chinatown, fomos atrás de um pouco de real fun e fomos ao Ain’t Nothing But... Blues Bar, um bar bem apertadinho, todo decorado com fotos de grandes artistas do Blues e onde mais tarde tocou uma banda sensacional de, claro, Blues!! Pegamos a primeira mesa em frente ao palco, que por acaso era minúsculo e nem cabia a banda toda em cima, e ficamos lá literalmente sentindo a vibração da música na gente. Era impossível não se contagiar pelo som. Uma banda impressionante aliado a alguns litros de cerveja e um petisco delicioso, que eu não lembro como chama agora (era algo como um doritos com queijos e molhos em cima), só podia dar numa ótima noite! Só sei que de repente eu já tava falando inglês com a maior facilidade do mundo. Acho que subestimei um pouco a cerveja daqui, porque no outro dia deu uma leve dor de cabeça e eu nem lembrava como tinha sido a volta pra casa.

Kirsteen, Jaci and Me at the Blues Bar!

Por hoje vou encerrar por aqui pra não ficar tão extenso. Ainda tem muita coisa pra contar mas to com pouco tempo pra escrever aqui, e quanto mais acumula mais difícil fica. Amanhã, ou depois, eu escrevo a segunda parte da etapa Londres!!

I Am sterdam - Europa parte 7

Um das definições do dicionário Aurélio – Zona: Bras. A parte da cidade onde funciona o baixo meretrício. Mas para nós pernambucanos a palavra Zona pode ter vários outros significados, e ontem eu consegui encontrar mais um. Chama-se: Amsterdam!

Eu posso nunca ter rodado o mundo inteiro, mas posso dizer, sem medo de errar, que você não vai encontrar nenhum outro lugar como Amsterdam. Só pra começar você tem uma cidade onde é permitido fumar maconha, desde que nos locais próprios pra isso, e onde a prostituição é uma profissão legalizada. Ao longo do texto vamos vendo o que mais.

Saindo de Bruxelas são em média 3h de carro até Amsterdam, e já nos primeiros olhares sobre a cidade já pude perceber como os holandeses são diferentes. Vi muitos prédios com arquiteturas esquisitas, visuais estranhos... nada de prédios quadradões em formato de caixote. Não sei como eles fazem, mas tinha prédios nas formas mais diferentes possíveis... provavelmente um sonho pros estudantes de arquitetura.

Estacionamos o carro num shopping que fica bem ao lado do estádio do AJAX, e passando em frente notamos um enorme aglomeração de pessoas por ali. Presumimos logo que iria rolar algum evento naquele dia. Um pouco depois, observando os cartazes e as camisetas do povo, descobrimos que se tratava de um show do U2, com abertura do Snow Patrol. Eram uma e pouca da tarde e já tinha uma fila enorme em frente ao portão, sentados com banquinhos, lancheiras e todo o aparato de quem vai passar horas esperando. Os shows so começavam perto das 20h, mas estavam todos lá firmes e fortes.

Estádio do Ajax

Multidão esperando o U2

Seguimos de metrô até o centro de Amsterdam e chegando lá já se notava que a grande maioria do povo era turista. Cheguei a identificar duas gaúchas pelo sotaque. Amsterdam é uma cidade muito bonita, mas como não podia deixar de ser, é bastante marginalizada. O metrô, assim como a maioria das paredes, é cheio de pichações. Também percebi muito “alma-sebosa” andando pelas ruas, mas claro que eles são muito mais chiques e estilosos que os do Brasil.

À primeira vista, Amsterdam é uma cidade difícil de entender. A maior parte do que eles vendem como “turismo” é justamente tudo aquilo que aqui a gente consideraria de mau-gosto. A maioria dos sourvenirs são relacionados à maconha e às prostitutas, vi também uns cartões postais onde as fotos eram de uma vaca defecando, ou de partes íntimas ou mulheres em poses eróticas.

Lá o uso da maconha é legalizado, desde que seja feito dentro dos “coffeshops”. São como pequenos pubs, especialmente preparados pra você fumar seu cigarrinho-do-capeta e fazer um lanchinho depois. Existem muitas lojas, bem organizadinhas até, que vendem sementes e diferentes tipos da erva pra você escolher como se fosse um shopping mesmo. Eles tem também tudo baseado em maconha: bolos, pirulitos, pastilhas, etc. Não é difícil dobrar um esquina e sentir bem forte aquele cheiro característico. Eles tem até um Museu!

"Coffeshops"

Loja de sementes de Cannabis. "Don't buy fake!" dizia o slogan.

Amsterdam também é curioso pela quantidade de sex shops e casa de shows eróticos, sexo explicito e outras coisas que é melhor nem dizer. É tudo absurdamente escancarado, com vitrines enormes com fotos pornográficas ou produtos sexuais e não interessa se você vai passar por ali com suas crianças (e sim, muita gente passeia com as crianças por lá mesmo assim). É tudo tão explicito que você chega a ter de um lado um restaurante comum, pra jantar, e colado nele uma casa de shows eróticos ou um sex shop. Essa região “cabaré”, como diria meu amigo Gustavo, é chamada de Red Light District e é justamente lá que estão as famosas vitrines com as prostitutas se oferecendo em plena luz do dia. Eles ficam em cabines minúsculas, parecidas com aquários, sentadas num banquinho com roupas mínimas ou lingeries esperando por um cliente. Não sei se tem um quarto normal por trás da porta ou sei lá o que, não consegui entender bem como funciona. E tudo como se fosse uma simples contratação de serviço, os homens chegam lá e negociam o preço na maior tranqüilidade com elas. Parece que você contratando o pintor da sua casa.

Ao contrário do que eu pensava, as “cabines de luz vermelha” não ficam apenas numa rua. Elas ficam em várias ruas, nas ruas mais estreitas e becos tem uma maior concentração de cabines mas também é possível ver algumas nas ruas que ficam de frente para o rio que percorre a cidade, próximas a restaurantes e coffeshops. Acho que nesse dia eu não tava com muita sorte porque não consegui ver muitas delas, a maioria tava com a cortininha fechada ou não tava na frente quando eu passei. Sim, também não é permitido tirar fotos das cabines e das moças, então pra ter alguma lembrança tive que dar um “jeitinho brasileiro” e tirei uma foto meio de esquina que dá pra ver mais ou menos como é.

Red Light District

Amsterdam tem realmente muita coisa pra se ver, andamos por várias horas e ainda fiquei com a sensação de que não vi tudo. Mas também fiquei um pouco decepcionado porque não vi nada daquela história de ser uma das 10 cidades com mais mulher bonita no mundo. Leuven ainda é a minha preferida até agora. Mas com certeza foi um dos melhores passeios até agora.

Na volta passamos mais uma vez em frente ao show do U2 e o tumulto já tava bem maior, a sujeira e a baderna são iguaizinhas a como acontece no Brasil. O clima tava tão contagiante que até tentamos conseguir ingressos, mas só achamos gente vendendo 2, e nós estávamos em 3, então não deu.

Saindo de Amsterdam, após mais 3h de viagem de volta fomos direto para a festa de celebração do dia nacional da Bélgica numa praça próxima ao elevador panorâmico. Como é de praxe aqui, muita cerveja e muita fritura! Chegando lá descobrimos que a banda da noite era nada mais, nada menos que The Magical Flying Thunderbirs, a mesma que tocou em Leuven. I mean... can get any better than this?! Melhor que isso só se a Miss Bélgica tivesse lá do meu lado. Como já era de se esperar, outro showzaço! E só pra citar, algumas musicas que eu não citei no outro post porque não sei de quem são mas todo mundo conhece: “Tainted Love”, aquela “Please dont go... dont gooooooo” e “Let´s get started” do Black Eyed Peas.

Cerveja e batata frita. Lanche obrigatório em festas belgas!

Hoje o dia vai ser pra relaxar e juntar energias pra a temporada numa das maiores cidades do mundo, Londres, que começa amanhã. Ainda não sei se vou continuar postando freqüentemente de lá pois não sei se vou levar o computador e também não sei como são as coisas lá na casa.

Mas vamos ver no que vai dar!!

On a summer day! - Europa parte 6

Esse sábado foi dia de fazer um programa bem brasileiro: ir à praia! Dessa vez tive que acordar um pouco mais cedo pois o mar do norte fica bem longe aqui de casa. A “praia”, se é que podemos chamar assim, fica em Blankenberge uma cidadezinha pequena, quase rural onde moram os pais de Kris e onde fomos para almoçar antes de conhecer o mar do norte. É uma região Flamenga também e como tudo por aqui, é bem arrumadinha e organizada. Fomos muito bem recebidos, o pai de Kris é um grande figura!

De lá da casa deles eram uns 10min até o mar, e como é verão foi bem difícil de encontrar vaga pra estacionar. Mas não se enganem com o termo “verão” pois tava mais frio do que os interiores de Pernambuco! Na verdade era mais por causa do vento, vento esse que arrastava os grãos de areia com uma grande velocidade, tal que eles faziam quase que uma dança ao longo da praia. Fiz um vídeo pra tentar mostrar, mas não ficou bom.

Aaaaah, o verão!!

Aqui eles tem o costume de alugar um tipo de “store-house” onde você aluga um pedacinho da orla, monta uma barraquinha e guarda suas coisas lá. Tira um pouco da beleza da orla, mas é besteira. Pra curtir a praia é mais ou menos como em recife, você aluga cadeiras e guarda-chuvas mas acho que não tem barraqueiros vendendo coisas não.

Mais próximo do mar tinham muitas gaivotas e é bem bonito porque elas voam baixo, que se você levantar a mão da pra tocar. Tem muita gente com cachorros na praia também, e por falar nisso, os cães daqui são enormes! Tem muito labrador gigante e outras raças que a gente só vê na TV. Tem também aqueles pequenininhos de madame e aqueles que da pra levar na bolsa.

Apesar do frio maldito que fazia na praia, tinha sim gente de roupa de banho, sem camisa e vi até duas meninas jogando frescobol na maior alegria. Pra completar o clima, e como bom turista que sou aqui, tomei um sorvete de Vanilla antes de ir embora.

Saindo de Blankenberge seguimos para a famosa Bruges! E tenho que confessar, antes de vir pra cá eu pensava que esse negocio de admirar construções antigas e as arquiteturas das cidades era a maior baboseira. Mas aqui, vendo com meus próprios olhos, e principalmente depois de Brugge, comecei a ficar realmente impressionado com a beleza da cidade. É uma cidade com arquitetura totalmente Medieval, ela é cercada por um rio envolvendo toda a cidade e em cada canto tem as pontes e os portões. Isso era pra proteger a cidade naqueles tempos. Passamos por um parque impressionante até chegar na parte realmente turística. Daí então praticamente 90% das pessoas era turista, dava pra ouvir pelo menos uns 5 idiomas diferentes. Eu estava muito elegante com a minha camisa do Náutico mas não tive a sorte de encontrar nenhum brasileiro ou pernambucano por lá pra dividir o entusiasmo. Provavelmente os outros alvirrubros estão representando em outras partes do mundo.

(estou sem nenhuma foto de Brugge por enquanto, estão na camera de Kris. Depois eu faço um 'update' aqui. Fiquem atentos!)

Um dos programas turísticos de Brugge é um tour que mostra como são feitas as cervejas belgas. Ele tem opções de guias em Francês, Flamengo e em Inglês. Nós pegamos em inglês.

Não dá pra eu explicar muito sobre como é feita a cerveja porque eu perdi um pouco do que a guia falou porque ela falava muito rápido e eu ainda to lento pra entender. A gente anda por dentro de um desses “castelos” e vai vendo as varias partes do processo, posso dizer que dá bastante trabalho preparar uma cerveja. Durante o tour a guia me esclareceu uma coisa e eu farei mais uma correção aqui: não são 300 tipos, são 700. Pouco né? Ao final do tour nós ganhamos cada um uma cerveja do tipo específico daquela fábrica. Só pra esclarecer, aqui cada cerveja tem seu copo específico e muitos dos bares tem sua própria cerveja. Aqui todo mundo toma a cerveja com “foam”, ou colarinho, e não adianta argumentar pois é tradição.

Saindo de Brugge ainda fomos à Gent, uma outra cidade onde tava rolando um evento parecido com o de Leuven. Fiquei sabendo que no mês de Julho eles fazem muitos desses eventos periodicamente pra manter a cidade movimentada. Tinha palcos de vários temas, latinos, etc. Mas acabamos nem ficando pra ver muito porque estávamos todos cansados de tanta andança e havia muito o que fazer pro dia seguinte na preparação do churrasco do aniversario da minha prima.

(estou sem nenhuma foto de Gent por enquanto, estão na camera de Kris. Depois eu faço um 'update' aqui. Fiquem atentos!)

Amanhã, de acordo com os planos, irei finalmente conhecer uma das 10 cidades que mais tem mulher bonita no mundo (li isso numa pesquisa), vou pra Amsterdam!! Com uma descrição dessas praticamente não tem chance nenhuma de ser ruim né? Sem contar que lá, por ser bastante turístico, quase todo mundo fala inglês. Espero que eu tenha uma boa noite de sono hoje que amanhã vai ser pesado! Em breve mais notícias!

Take down to the Paradise City - Europa parte 5

Essa é a canção que embala o post de hoje: “Take me down to the Paradise City, where the Grass is Green and the girls are all pretty!”. Eu sei que so fazem alguma horas que eu disse que a noite de ontem havia sido a melhor, mas ela acabou de ser desbancada. Que Bruxelas que nada! O lugar pra se ir é Leuven!!

Sim, sim, o passeio deu certo. Mais do que certo. Só pra começar, Leuven é uma cidade linda! Ainda mais tradicional do que Bruxelas. Pra completar, é uma cidade bastante universitária e isso significa bastante jovens e conseqüentemente muitas festas! Contei pelo menos uns 4 cartazes de grandes eventos pra rolar por La esse mês. E falando nisso, neste mesmo dia (na verdade o fim de semana inteiro) tava rolando um festejo, acho que pela data magna do país, com vários shows em vários palcos espalhados pelos patios cidade. Lembrando que a cidade é bem pequena, então da pra ir de um palco pra outro andando rapidinho. Mas os shows so começavam a partir das 8h da noite, eram 5h então tínhamos 3h de turistagem pra fazer.

Leuven!!

Enquanto dava uma descansada numa escadaria duma igreja impressionante que tinha, tentei tirar uma foto paparazzi de 3 loiras que estavam ao meu lado. Não deu muito certo porque logo logo elas se levantaram. Porem uma delas deixou cair o casaco e foi saindo, e eu como bom cavalheiro peguei-o e fui entregar. Ela respondeu: “Dank U”, que significa obrigado em Flamengo. Obviamente não deu pra rolar um papo, mas eu ainda acho que ela fez de propósito com o casaco pois ate um cego teria reparado que ele caiu. Será?

Tentativa frustrada.

Numa das andanças eu vi uma cena que nunca imaginei ver por aqui. De longe escuto uma cantoria, e vejo uma multidão reunida em um circulo. Sim, era uma roda de capoeira! Uma verdadeira roda brasileira de capoeira, só que esta tinha um algo a mais que foi o que me deixou impressionado: gringos, albinos, branquelos jogando capoeira junto com os tradicionais negões brasileiros. Eles inclusive cantavam as canções de roda! Tinha homem, mulher e até criança gringa no meio. Cheguei a conversar um pouco com o Mestre de Roda (não sei como é que chama) e ele me falou que era do Rio e no grupo ainda tinha gente de Minas e, claro, da Bahia. E os gringos também! Foi muito interessante ver os europeus todos impressionados com aquilo. Fiz uns vídeos mas não da pra por aqui, me cobrem algum dia.

Estava se aproximando da hora dos shows então, seguindo a indicação de Kris, fomos para o palco onde iria tocar “The Magic Flying Thunderbirds”. A dica não podia ser mais certeira! Que banda e que show!! Eles são como uma orquestra simples, de guitarra, baixo, bateria e teclado; se vestem como almirantes e só tocam covers. Mas os covers são os mais variados que você puder imaginar. Como aquelas orquestras de formatura, mas sem a cafonice e as musicas chatas... eram só musicas animadas, musicas pop famosas e outras famosas localmente. Só pra ter uma idéia da mistura, saca alguns covers: Red Hot, Lenny Kravitz, Kings of Leon, Depeche Mode, Jackson 5, White Stripes, Lilly Allen, Byoncé, Guns n Roses (com a musica titulo deste post) e por aí vai... são tantas que nem da pra lembrar. E o mais legal é que eles são completamente performáticos, fazem dancinhas, brincadeiras com a platéia, muita palhaçada... tocaram até “passarinho quer dançar, o rabinho balançar, porque acaba de nascer... tchu tchu tchu tchu”, mas claro que isso na língua deles. Acho que se você imaginar uma mistura do show do Teatro Mágico com o do Del Rey da pra ter uma vaga idéia do que eu vi. Já valeu a viagem (mas claro que eu quero mais)!

Pra melhorar ainda mais o saldo de alegrias do dia, durante o intervalo do show (sim, eles fazem um intervalo de 30min no meio do show) enquanto esperávamos a banda acabamos por ficar do lado de um grupo de misses de varias províncias. Vi que alguns caras tavam tirando fotos com elas, então pedi a Kris que providenciasse a minha com a mais linda e loira que tivesse. Ele foi La fazer as vezes de tradutor e explicou a ela que eu era do Brasil e que La quase não tinha loiras como ela e que eu adoraria tirar uma foto com uma verdadeira loira européia. A menina foi incrivelmente simpática, apesar de eu não ter entendido bulhufas do que ela falou pude perceber que ela tocou pra frente o papo com Kris, invés de só sorrir e acenar, e foi bem receptiva comigo. Identifiquei a palavra Brasil umas 3 vezes enquanto ela falava. Como quase toda miss, eu acho que ela era meio burrinha, porque não falava francês e quando eu disse depois “Thank you” ela não esboçou nenhuma reação. Entao acho que ela só falava Flamengo mesmo. Mas ninguém fale mal dela não que eu fiquei apaixonado e não vou permitir!

Eu e a miss... alguma coisa. Muito simpática e beija bem.

A macharada agora não vai poder reclamar das minhas fotos nunca mais!! E amanhã: Bruge!

Having a lot of fun!! - Europa parte 4

Ontem foi, disparado, o dia mais legal até agora. Posso dizer que tive um dia “musical”. Como eu havia dito, o plano da quarta-feira era conhecer o M.I.M. – Musical Intruments Museum mas acabamos perdendo a hora. Então na quinta-feira a meta passou a ser: acordar cedo, comer e sair. Não consegui acordar cedo, pra variar, mas foi só da uma reduzida no tempo da comida e cortar a mazelação que deu tudo certo.

Pegamos o ônibus e o metro até a Place Royale, não sei direito como escreve, e no caminho até o museu passamos perto de um parque enorme que tem aqui, mas não deu pra conhece-lo ainda. Pretendo ir lá em breve.

O Museu fica num prédio enorme de estilo bem antigo e uma grande placa na frente dizendo “Old England”, e pela primeira vez pude usar a minha carteira de estudante internacional (ISIC) e realmente foi aceita. Paguei meia entrada, apenas €4 Euros.

Museu de Instrumentos Musicais

O prédio deve ter uns 6 andares, sendo os 2 primeiros a exposição propriamente dita, o ultimo andar é um mirante e restaurante muito massa, você tem uma vista ótima da Place Royale. Os demais andares são áreas para concerto e venda de sourvenirs. Mas o mais legal mesmo é a parte tecnológica do passeio! Quando você entra, recebe um fone de ouvido sem fio que funciona da seguinte maneira: cada instrumento ou vitrine exposto tem em frente a si uma marcação no chão, e quando você se aproxima dela o fone de ouvido começa a tocar automaticamente o som daquele instrumento que você ta observando. É maravilhoso, o primeiro andar é de instrumentos rústicos e muito antigos, de todas as nacionalidades. Tem coisa de mil seiscentos e lá vai o trem, da china, Itália, Alemanha, áfrica e tudo o mais. O segundo andar é só de instrumentos de corda, tem uma infinidade de tipos de piano, órgão, harpa e violões e violinos. Realmente um passeio e tanto.

Mas o legal mesmo foi à noite! Pela primeira vez pude conhecer um pouco da vida noturna de Bruxelas! Fomos a um bar chamado Delirium que é muito legal, ele é como uma mistura de Downtown com o Garagem sabe? Tem aquele clima de pub, mas tem entrada gratuita e não tem muito glamour. No lugar das mesas são grandes barris onde você pode colocar seu copo, e às quintas-feiras (essa é a melhor parte) tem banda ao vivo e o que eles chamam de open podium, ou seja, uma Jam session onde qualquer um que quiser pode subir e tocar. No caso de ontem rolou uma banda que tocava Bob Marley e alguns tipos de reggae-rock. Tava bombando lá, cheio de gente, a banda era muito boa e a galera não era morgada e sem jeito como a gente pensa que todo gringo é. O balcão, assim como nos bares do Recife, era uma zona generalizada, cada um que tome a frente pra conseguir seu drink.

Eu até fiz uns videozinhos, mas acho que não tem como colocar no blog não, vocês vão ter que se contentar com as fotos. E sim, lá fazia um calor miserável.

Saindo de lá fomos num dos lugares mais antigos e tradicionais de Bruxelas que é o Café-Brasserie: A La Mort Subite, que em português seria Café-Cervejaria: A morte súbita! Lá vende a famosa cerveja de mesmo nome Mort Subite. Tomou, morreu. Brincadeira, na verdade ela é bem gostosa! Como a grande maioria das cervejas daqui.

A Morte Súbita!!

Aproveito também pra fazer uma correção: eu tinha dito que são mais de 30 tipos de cerveja, mas não. Esqueci um zero ai: são 300 tipos. Ok?!

Hoje ficamos de ir à Leuven, mas como já são 16h aqui acho que não vai dar tempo. Caso role, amanhã provavelmente tem “novidade nova”!

Abraços a todos e um salve especial pra Andrezza que me emprestou a camera para que eu pudesse tirar essas fotos lindas.

Europa - part 3 - Becoming a Local Person

Quem acompanhou o post anterior deve ter ficado na expectativa (ou não) de saber no meu primeiro walkaround sozinho. A verdade é que foi bem fácil. Eu tinha 2 opçoes de ônibus pra pegar, e tinha o mapa do metro em mãos. Sendo assim, sai com a cara e a coragem e o cartão de passagem... quando tava chegando na parada, o ônibus 170 passou do outro lado da rua. Perdi. Restava esperar pelo 171 (que numero!) e enquanto eu esperava mais gente chegava na parada de ônibus e eu só ficava rezando pra que ninguém me perguntasse nada, porque com certeza eu não ia entender e provavelmente sequer ia notar que era comigo. Mantive essa apreensão ate o momento em que saí do metro.

Os ônibus funcionam basicamente da mesma maneira que ai, você aperta o botaozinho e ele da um sinal sonoro. A diferença é que você que abre a porta e outro botão. O piso dos ônibus é quase da mesma altura da calçada, então nada de escadinhas.

Chegando no metro, passei novamente o cartão que, como ainda estava no período de “transito”, não foi cobrado passagem. Desci na estação La Roue (A Roda) e de um lado da plataforma estava indicado o metro para Erasmus e do outro Herman-Debroux. Tratei de memorizar que o meu era o segundo e fiquei La esperando. Não demorou nem 1 minuto. As portas do metro não são abertas automaticamente, mas sim quando você toca num dispositivo que tem nela, parecido com uma campainha. Antes de entrar, fiquei observando como um outro cara fazia e então fiz igual. Me sentei novamente torcendo pra que ninguém me perguntasse nada em francês e algumas estações depois entraram duas brasileiras. Concluí que seriam mineiras devido ao sotaque meio matutinho e aos “uai” que elas diziam. Diziam muito palavrão também.

Desci na Gare Centrale e fiquei esperando meus guias. Durante a espera percebi como as pessoas estão sempre correndo na estação e ainda pude notar um cara com a camisa do São Paulo no meio. Daí pra frente foi só passear pelas ruas. Tomamos uma cervejinha numa área mais “chic” de lá, e depois pude conhecer o Palácio da Justiça, que também fica perto de uma grande varanda que da pra ver boa parte da cidade, e também tem um elevador panorâmico.

Já hoje o plano era conhecer o Museu da Musica. Esse eu to bem ansioso pra ver, mas não foi dessa vez. Pra variar acordei tarde, to tendo uma insônia danada aqui e o fuso ta me confundindo muito, e alem disso ainda fui comer, tomar banho e morcegar um pouquinho sem pressa. Quando resolvemos sair eram 16:30 e na duvida resolvemos pesquisar o horário do museu. Acontece que aqui as coisas fecham cedo, e o horário do museu era das 9h as 16:45 e portanto não dava mais tempo. O jeito foi ficar por aqui e dar uma volta na rua mesmo. Mas amanha eu tento de novo.

Hoje à noite (lembrando que boa parte da noite ainda tem sol) fui conhecer o Atomium e depois ir no cinema. Ambos ficam numa área enorme, como se fosse um centro turístico, onde tem o Atomium, o cinema, um parque aquático e a exposição Mini-Europa.

O Atomium é um monumento que foi construído para a Expo-Europa de um ano ai que eu esqueci qual foi. Ele imita uma molécula do Ferro, e são vários globos com observatórios e ainda num deles tem uma descida de Tirolesa altíssima. Coisa pra doido. Quando escurece ele fica todo iluminado, mas não consegui tirar uma boa foto.

Já o cinema daqui é bem parecido com os daí, só que bem maior! Tem 27 salas e a sala é enorme, grande mesmo. Aqui o cinema é como teatro, você compra os assentos numerados, então cada pessoa tem sua cadeira marcada e se alguém desrespeitar o fiscal vem resolver.

Assisti Harry Potter e aqui os filmes legendados tem sempre as duas legendas ao mesmo tempo: em francês e em flamenco. Como eu não entendo nenhuma, fiquei só no áudio mesmo. Perdi algumas palavras por causa do sotaque britânico do filme, mas deu pra acompanhar a historia.

E por hoje fico por aqui... mas antes, à pedidos:

Foto de galegas!!

Não ta muito boa mas eu queria também dizer à macharada de plantão que eu não posso simplesmente apontar a camera na cara de uma pessoa e bater uma foto, então não é tão simples. Mas tentarei obter uma melhor.

Au revoir!!

First Impressions of Belgium - Europa parte 2

Here we are again! Vamos para o segundo episodio de Cronicas de um Mudo!

Eu sei que fiquei devendo a segunda parte do primeiro dia, mas na verdade nem tem muito o que contar. De Portugal peguei o vôo pra Bruxelas que duravam 2h em media e foi bem tranqüilo, apesar de Denis o Pimentinha ter sentado na minha frente ficou pertubando com a cadeira o tempo todo. Quando o avião pousou ele bateu palma. ¬¬

Tambem não vou falar das aeromoças e das européias lindas que tavam no vôo pra vocês não ficarem me taxando de tarado por aqui.


Agora umas coisas interessantes que eu tenho que citar é que o aeroporto de Bruxelas é tipo, ENORME, e do avião até as malas eu fiz a verdadeira maratona... dei umas 30 curvas, desci 3 escadas e subi 3 escadas. Como eu já havia sido alertado anteriormente, fui seguindo o povo do meu vôo, senão provavelmente estaria La ate agora perdido. Deu ate pra cansar as pernas.

Quando cheguei no salão de malas, o meu cartãozinho acho que tava numerado errado, porque fiquei esperando na esteira 2 e nada de mala minha. Entao novamente repeti a dica anterior e fui atrás do povo do meu vôo e enfim achei as malas. O cara da alfândega ainda pediu pra abrir uma, mas foi tranqüilo e me deixou passar.

O resto do dia foi bem familiar. Só entregar as muambas e tomar uma cervejinha com os parentes. Já vi que vou voltar daqui com a maior barriga do mundo.

Já hoje deu pra conhecer bastante. Primeiro dei uma volta aqui na minha própria rua onde não tem perigo de me perder e fiquei reparando nas casas. É tudo muito legal porque não tem muro e são todas estreitinhas, crescem pra cima. A grande maioria dos carros são fodas: Renault, Peugeot, BMW, Audi, Toyota e outras que eu não conheço. Mas cheguei a ver um Ford Ka aqui. Deve ser de algum gari.


Ainda aqui na rua, fui tirar foto de um gato que tava na varanda de uma casa e bem na hora uma veia apareceu. Ela resmungou alguma coisa em Flamenco (língua local) e eu não entendi nada nem sabia explicar o que eu tava fazendo de modo que ela entendesse, então simplesmente fui embora.

Mais tarde fui com minha tia pra o centro de Bruxelas (estou em Sint-Pieters-Leeuw) e peguei um ônibus e 2 metros. O legal daqui é que é tudo eletrônico. Voce tem cartões de tipo, 10 passagens ai você Poe na maquininha e ela vai descontando por viagem. Sim, é por viagem e isso quer dizer que serve pra ônibus e pra metro do mesmo jeito. Voce Poe na maquininha ele engole, Le, desconta e devolve. O que significa também que não tem cobrador. Hehehe.

A maquina de comprar passagem aceita moedas e ainda devolve o troco em moedas, pense na tecnologia. Os ônibus são bem espaçosos e não tem aquela escada maldita dos busu daí, aqui ele é bem baixinho. E outra coisa é que você pode usar a mesma passagem se o tempo entre um ônibus e outro for pequeno. Tipo, você pagou uma passagem e tem ate tal hora pra pegar outro ônibus sem pagar uma nova passagem. Se você pegar 50 onibus dentro desse tempo é uma passagem só.

Hoje pude conhecer a fachada do Palácio do Rei, é bem bonito. Mas já sei que o rei não manda em nada aqui.

Depois fomos a La Grand Place, que é a área mais famosa e turística de Bruxelas. Chegando La logo se vê muitos turistas de todos os tipos e culturas, muitas câmeras fotográficas e claro, muitos japas!

Depois fui ver “o menino que mija” (não sei o nome real) que é como se fosse o símbolo da cidade. É uma estatuazinha dum menino mijando, feito aquelas fontes de praça. Ele tem 2 lendas, uma diz que era um filho de uma família rica que se perdeu e que foi o maior rebuliço pra achar ele e tal. Não entendi exatamente a importância disso. A outro diz algo sobre um incêndio que atacou a cidade e o menino ajudou a combater o fogo com seu xixi. Que? Bom, foi isso que eu entendi. Conselho: procurem no Google.


Dependendo da época ou do evento eles põem roupas na estatua. Tipo, no natal você vê a estatua vestida de papai Noel, na copa eles vestem o uniforme de futebol e assim vai. Todo mundo tira foto em frente. Tem também uma estatua de um homem nu em ouro que diz a lenda que você tem que esfregar ela e terá sorte. Eu já sou sortudo o suficiente então não esfreguei.

Depois fomos num bar provar tipos de cerveja, tem mais de 30 aqui... acho que vou virar alcoólatra. Tinham umas garçonetes lindas e.... ta, ta, parei.

Por hoje foi isso... Tenho conversado bastante em inglês com Kris, o dono da casa, mas ainda me sinto muito idiota tentando falar inglês ai gagueijo muito. Erro as palavras, as conjugações, mas acho que só insegurança mesmo.

Amanha ta programado pra eu pegar o ônibus e o metro sozinho pra encontrar com eles no centro. O medo reina em mim aqui, é tão ruim você saber que não entende e não é entendido. Mas vamos ver no que dá.