Saying Goodbye In The Best Style! - Europa parte 15

Eu poderia dizer que guardei o melhor para o final mas, não seria totalmente verdade já que, como eu disse, antes foi uma surpresa (ótima) que não estava nos planos.

Compartilharei aqui, agora, o melhor dia da minha viagem. Mas pra ser sincero, não há muito o que possa ser dito pra traduzir a satisfação que senti em estar no meu primeiro (de muitos, espero!) festival europeu: o Pukkelpop!

A sexta-feira anterior ao show parecia passar mais devagar que as outras, mas enfim chegou o sábado e saímos em direção à Hasselt, cidade mais ao Norte da Bélgica onde aconteceu o festival. Festival europeu com tudo o que tem direito: 3 dias, grandes bandas, vários palcos, muito espaço aberto e muito gente se divertindo! Infelizmente só puder ir no último dia, pois, dentre outras razões, também não tenho tanto dinheiro assim!

Mais ou menos 1h e pouca de carro e chegamos a um dos 5 enormes estacionamentos disponíveis para os pagantes do festival. Já na saída do estacionamento ganhei uma Red Bull inteiramente grátis de uma promoter moreninha muito graciosa. Já começou bem!

Alguns minutos de caminhada e chegamos à entrada. Pra entrar, esquema de pulseirinha mas sem ser daquelas que incomoda. Já na porta uma grande placa em 4 idiomas dizia: “Lost your bracelet? Buy a new ticket!”. Ou seja, perdeu, já era! Mas não sei como alguém conseguiria perder já que ela só sai cortando. Pra entrar apenas revistaram a mochila que carregávamos, nada de trogloditas lhe alisando e dando tapa nos genitais, graças a deus!

Logo após entrar meus olhos já brilharam com tanta beleza e alegria! Acreditem, fazia um sol e um calor miserável e por isso a maioria da gringalhada tava toda lá de bermuda, chinelo, os rapazes sem camisa e muitas garotas de biquíni! Pode parecer estranhíssimo pra nós mas da até pra entender. Pra eles que passam 6 meses ou mais no maior frio, nada melhor do que um belo dia de sol, tirar a roupa de banho da gaveta, mostrar o corpo e ficar fritando igual uma lagartixa embaixo do sol. É realmente um motivo pra celebrar! Diante desse cenário estava eu vestido bem comum: camisa, calça e tênis. Um casaco, que deixei amarrado na cintura pra não morrer de tanto suar, trazido seguindo a dica dos meus companheiros já prevendo o frio que cairia quando fosse noite.

Banho de sol!

Após um breve momento de “massagem na vista”, fomos comprar nossos Drink Tickets. Mesmo esquema de fichinha que a gente vê por aí às vezes, sendo que lá comprávamos vários de uma vez invés de ter que comprar a ficha toda vez que fosse pegar uma cerveja. E pra pegar a cerveja também não era grandes problemas, toda a área do festival é muito bem servida de stands pra pegar cerveja e portanto não gerava muita confusão e espera pra pegar a sua. Pras comidas, mesma coisa.

Pegamos nossas geladas e fomos logo andar pra sair de perto do “putz putz” do palco Boiler Room que ficava junto ao local onde pegamos as bebidas. Seguimos em direção ao palco principal para ver o que tava rolando, e vimos que dentro de alguns minutos começaria o show da Dinossaur Jr. Pra esperar fizemos como um bom europeu em festival e sentamos na grama. É interessante o tanto de gente que dorme, acampa, come, namora e tudo o mais na grama.

Sentados na grama!

Começado o show, fomos para o meio conferir. A Dinossaur Jr é de fato uma banda boa. Rock ‘n Roll meio tradicional e com um pezinho no grunge e no punk, eu diria. A impressão que ficamos é que falta a eles um pouco de presença de palco e interação com o público. Mas considerando que eles já são praticamente “senhores” de cabelo branco, ou sem (constatado também pela quantidade de “tiozões” pirando no som) eles até que mandam muito bem.

Dinossaur Jr. no palco principal

Depois do palco principal fomos até um palco menor, que se não me engano chamava-se Dance Hall. Lá estava tocando uma banda bastante agradável que acabei não pegando o nome, mas depois eu descubro. Sonzinho bem dançante, com um cara super nerd nos vocais e desenvoltura zero no palco. Sorte dele que o som era bom!

Pouco tempo depois começava no palco principal o show de 50cent, o qual já sabíamos que seria uma grande merda! Mas como eu vim all the way long from Brazil não podia deixar de dar pelo menos uma olhadinha né? Só pra dizer que vi.

Depois de enfrentar uma verdadeira multidão, chegamos até a lateral do palco pra confirmar aquilo que já sabíamos: o show de 50cent não vale nem 10 centavos. Pegue um grande bolo de esterco e ponha uma moeda de 50 centavos em cima: isso é o show de 50cent. Aquela mesma baboseira de todo cantor de hip-hop americano. O pior é que ao vivo é ainda pior porque não tem computador pra fazer todo o tratamento na música até ficar apresentável. Basicamente é o CD tocando o “arranjo” (se é que podemos chamar assim) e um monte de gangster gritando ao mesmo tempo “yô! Yô!” e alguns palavrões. O pior é que tem um monte de mulher que gosta! Devido à enorme multidão que teríamos que enfrentar pra fugir dali achamos melhor sofrer só nos ouvidos por enquanto, até que a coisa aliviasse para escaparmos.

Quando conseguimos sair de lá voltamos ao palco menor onde estávamos antes e onde agora começava o show do The Klaxons. Ficamos assistindo pelo telão de fora da tenda mesmo, aproveitando os últimos momentos de sol. Banda bastante boa, com presença de palco, dançante. Tem um leve toque de boate gay mas ainda assim é bem legal. Destaque pra baladinha cheia de “uuh uuh oohh oohh aaah” que minha amiga Babs havia me mostrado no dia anterior.

Pôr-do-sol no Pukkelpop!

Já estava escuro (e frio) quando entramos na tenda pra ver a banda dEUS. Banda belga que podíamos notar facilmente que tinha o público nas mãos. Grande sucesso por aqui, tem uma legião de fãs. Tanto que foi a única a tocar em dois dias do festival. O som é um rock um tanto mais tranqüilo mas muito coeso e muito bem arranjado, e no palco, dentre os tradicionais instrumentos, havia um cara tocando violino.

Durante um certo momento do show saí pra pegar mais uma cerveja pra mim, depois de memorizar fortemente o lugar onde estávamos nós 3. Fui, peguei a cerveja e na hora de voltar quem disse que achei o pessoal? Apesar de ter certeza mais ou menos de onde estávamos, a multidão era tanta e os empurrões também que de tanto rodar procurando, tomei a cerveja inteira e chegou uma hora que percebi que tava incomodando as pessoas e achei melhor ficar parado.

Pukkelpop!

Um pouco antes do fim do show saí pra urinar e no caminho do mictório percebi que no palco principal já haviam começado os Arctic Monkeys! A banda da noite, a banda que encerraria o festival e a banda pela qual eu paguei 85 euros de multa pra mudar minha passagem de volta. Resumindo: a banda que eu queria realmente ver e que era meu principal motivo pra ir ao festival.

Nunca fiz um xixi tão rápido na minha vida e corri pro meio da multidão. Apesar de curto (e acho que devo ter perdido uma ou duas músicas no começo) pra mim quase não poderia ter sido melhor. Cantei, dancei e pulei como um louco em todas as músicas! Filmei alguns trechos curtos pois não queria gastar uma canção inteira segurando a câmera.

Neste momento constatei que aquela história de “Nunca fiz amigos bebendo leite.” É bastante verdade. Bastaram algumas cervejas e algumas canções para de repente eu me ver pulando e cantando com outros fãs da banda. Uma menina, que tenho certeza ser inglesa, chegou a dizer num momento: “He fuckin’ loves it!” com um grande sorriso no rosto como se fôssemos melhores amigos há anos! Arrisco dizer que rolou até um flertezinho entre tantos olhares e pulos, mas, tartaruga que sou, fiquei dividido entre puxar conversa com a loura ou curtir o melhor show da minha vida. Demorei pra decidir e ela foi embora, e com ela foi-se minha última chance de conseguir um Green Card! Mas tudo bem, a vida é feita de escolhas!

Saí do show com a sensação de dever cumprido! Voltei pra casa feliz e cansado, e agora, a dois dias do meu retorno, posso dizer que fiz praticamente tudo que queria fazer nessa viagem. Me despedi em grande estilo da Europa e me despeço agora deste diário que relatou a melhor viagem da minha vida.

Até a próxima!

Auf Wiedersehen, Berlin! - Europa parte 14

Na quarta-feira levantamos e dessa vez seguimos a brilhante idéia de fazer compras no supermercado da esquina para abastecer nosso café da manhã. Como todo bom turista, não tivemos muito luxo: leite, cereal, iogurte, pão, presunto e queijo; estes últimos também para garantir a alimentação durante a caminhada que estava por vir.

Como se diz no Nordeste: “comida no fundo, pé no mundo”, seguimos nossa trilha até Alexander Platz (local este que já tínhamos passado andando no dia anterior) e dessa vez resolvemos ir de Double Decker, também conhecido como ônibus (o de dois andares), pois assim poderíamos aproveitar pra ir vendo a cidade lá de cima.

No nosso destino ficava a TV Tower, uma torre de televisão bastante alta que muito lembra a CN Tower de Toronto (apesar de não ter ido lá ainda) e de onde se pode ter uma vista panorâmica de Berlim. Kris estava com um desejo inabalável de ir até o topo da torre mas para sua desgraça e decepção, após perguntar o preço descobriu que custava “Ten fu**ing euros!” (nas palavras dele mesmo). Somos turistas mas não somos bestas, então apenas seguimos a caminhada após um breve cafézinho.

Chegamos até o Altes Museum, o qual havíamos passado em frente no dia anterior mas agora viemos para entrar. Na portaria pude fazer uso da minha Carteira de Estudante Internacional (ISIC) e só paguei 4€. Nem sempre ela é aceita, mas às vezes é bastante útil. Ainda mais considerando que eu nem sou mais estudante (mas não contem a nenhum europeu até o dia 25)!

Pra ser bem sincero, o Altes Museum não é lá grandes coisas e acho que em mais ou menos meia hora vimos tudo. Chegamos até a dizer que ia entrar na nossa lista de places-not-to-go!

Lá dentro, a grande maioria dos objetos expostos eram antiguidades gregas. Muitos vasos, ferramentas, objetos de adorno e até uma tumba em mármore. Vi algumas pequenas colunas legitimamente gregas, vi armaduras e elmos (destruídos ou não) dos tempos do império, vi colares, pulseiras e outros adornos feitos em legítimo ouro maciço! É impressionante como é bonito, não é à toa que até dominarem os diamantes o ouro era a maneira mais fácil de se conquistar as mulheres.

Dentre as pouquíssimas antiguidades egípcias, vi a famosa estátua do rosto de Nefertiti, esposa do faraó Akhenaton. Um dos pontos mais fotografados!

Mais a frente tínhamos um salão enorme e muito bonito com as estátuas dos Doze Deuses Gregos, aproveitei a oportunidade pra fazer uma fezinha com os dois mais importantes: Afrodite, deusa do amor; e uma palavrinha com Zeus, pais de todos os deuses; só pra reforçar!

Afrodite e Zeus


Apenas um pouco mais de passeio e já tínhamos visto tudo! Então se você gosta de museus e tem pouco tempo em Berlim, fica a dica: não perca seu tempo no Altes Museum!

Para esquecer a frustração nada melhor do que tomar uma gelada! Sendo assim, fomos mais uma vez procurar o tal do Irish Pub, que ninguém sabia informar onde era e que, pra achar, tivemos que andar até nossos pés dizerem “chega”. O bar era até bem decorado e bonito mas, em termos de animação o clima tava competindo com um cemitério! Resolvemos dar uma segunda chance para o pub, pois de fato ainda era cedo e na quarta-feira não tinha música ao vivo. Sendo assim, tomamos apenas uma e prometemos voltar no dia seguinte à noite e com música ao vivo!

Voltamos ao hotel para um breve descanso e ao entardecer seguimos à procura de outros bares. Seguindo as dicas do livro fomos até um bar em estilo americano chamado Gainsbourg, que de fato era até bom mas, era mais freqüentado por pessoas de 30 anos acima e por isso não me identifiquei tanto. Mas pelo menos pude provar uma cerveja verde!

De lá ainda paramos em outro bar, este um tanto mais jovem chamado Schwarzes Café, que era até legalzinho com pouca luz, mesas iluminadas por velas e um banheiro esquisito que parecia uma mistura de filme de terror com discoteca. Mas também não era muito animado não. Sendo assim resolvemos terminar a noite no melhor bar de Berlim: o terrace do albergue!

O dia seguinte, e último dia de passeio já que na sexta só daria tempo de comer e sair, foi o dia de conhecer o consagrado Zoológico de Berlim! Mais uma vez minha ISIC me salvou de pagar 12 euros e saí pagando apenas nove.

Pra mim foi um dos melhores passeios, mas não vou me estender muito na descrição pois daria pra escrever uns dois textos só sobre ele, e nem todos que lêem isso acham muita graça em animais. Mas só pra resumir, o mais interessante do passeio (umas 4h em média pra ver tudo) foi, claro, ver os animais que não temos no zoo de Recife: o elefante e seu respectivo filhotinho, muito engraçados jogando areia em si mesmos com a tromba; o rinoceronte que nem era tão grande quanto eu pensava (talvez o de Berlim seja pequeno); o hipopótamo que apesar de termos em Recife, o de lá era absurdamente grande! A zebra que de tão bonita parece que foi pintada à mão; a águia americana impressionantemente linda, grande e imponente; os lobos canadenses trabalhando em equipe e os adoráveis pingüins africanos que se exibiam para os visitantes e ainda deixavam que a gente tocasse neles quando passavam! Os pingüins-imperadores, por serem de áreas muito geladas, ficavam em um aquário especial refrigerado e só podíamos ver através do vidro.

Pinguim!

Mais exibidos que os pingüins, só as focas. Elas são verdadeiras artistas fazendo nado sincronizado na piscina e é incrivelmente suave a maneira como elas nadam, tanto que fiquei até com vontade de dar um mergulho também. De tão exibidas, em um certo momento uma delas subiu na borda, fez uma pose por mais ou menos 5 segundos e deslizou de barriga novamente pra água. Eu que estava no momento exato, fui sagaz e consegui tirar uma foto!

Foca artista!

Vimos também os cangurus que são muito engraçados pulando; o panda que de tão assediado estava com vergonha e ficou escondendo a cara; o gorila que não era tão grande mas ainda assim assustador e o orangotango que ficou fazendo um show com uma toalha para os espectadores. Ele me pareceu tão inteligente que acho que ele é que estava observando como nós somos bestas olhando pra ele fazer “macaquice”.

Todos os grandes felinos, que apesar de também termos em Recife os de Berlim são bonitos, fortes e bem alimentados. Tivemos a chance de vê-los fazendo um “lanchinho” enquanto estávamos lá. Dentre todos, o que mais me impressionou foi o Jaguar (que não temos em Recife) que é um dos animais mais bonitos que já vi. Muitos o conhecem como pantera negra.

Já a girafa não estava presente no momento (não me pergunte por que) então tive que me contentar com a de LEGO mesmo. Mas não podíamos ir embora sem antes visitar a estrela máxima do Zoo, e quiçá de Berlim, o urso polar Knut! (saiba mais) Acontece que o danado resolveu tirar um cochilo daqueles, em um lugar que mal dava pra vê-lo e nos fez esperar quase meia hora até que ele se levantasse um pouquinho e fizesse algum movimento. Mas valeu a pena!

Knut acordando!

Após o Zoo nossos pés estavam pedindo arrego e então fomos descansar pra tentar mais uma vez o Irish Pub agora com música. Feito o descanso seguimos o caminho até o pub e chegando lá mais uma decepção! De fato era noite com música ao vivo, Folk Irlandês, mas sendo bastante generoso acho que dava pra contar umas 20 pessoas no bar. A banda de folk era formada por quatro velhinhos que já estavam batendo na porta do céu (salve Bob Dylan!). Tanto que o cantor mal conseguia falar, travando uma verdadeira batalha pra sua voz não sumir. Sem contar que a pessoa mais animada no bar era a garçonete, e essa nem era bonita!

Pelo menos antes de ir embora pude captar em vídeo um momento inusitado da banda tocando a versão original de Whisky In The Jar, que foi regravada pelo Metallica. De tão estranho foi até legal!

Cansados de tanta frustração com a vida noturna de Berlim, decidimos parar de procurar e ir para onde tínhamos certeza que era bom. E assim, mais uma vez, terminamos a noite no terrace do albergue!

Na sexta só tivemos tempo de comer e seguir para refazer todo o trajeto via quase todos os meios de transporte, mas agora em sentido contrário.

Assim me despedi de Berlim, ao mesmo tempo dizendo “oi” para minha última semana na Europa. Será que ainda terei algo pra contar por aqui?

Hallo, Berlin!! - Europa parte 13

Segunda-feira, 10 de agosto. Dia de mais uma jornada internacional! Destino da vez: Berlim! Saindo de casa por volta das 15h com Kris para pegar o ônibus, depois o metrô até a Gare Centrale onde encontramos com Paulina pra pegar o trem até o aeroporto onde pegaríamos o avião pra Berlim. Acompanhou aí o trajeto? Só faltei andar de carro e barco pra fechar o pacote. No aeroporto de Bruxelas fiz mais uma vez o caminho de Santiago no sobe e desce escada até chegar ao portão de embarque. O avião era um EasyJet, pequenininho, e apenas 1h e 5min depois estávamos na capital alemã.

Dessa vez éramos todos turistas, ninguém conhecia a cidade e, apesar de Kris entender um pouco da língua (que se parece um pouco com o Flamengo), estávamos todos na mesma situação. Como bons turistas, paramos no balcão de tourist information e pegamos as informações necessárias pra chegar até o nosso alojamento. Alguns minutos de metrô depois, chegamos à Zoologischer Garten onde ficava nosso albergue. A localização era ótima pois, tínhamos quase em frente o famoso zoológico de Berlim, tínhamos embaixo do albergue (era tipo sobre-loja) um Burger King e ao lado um supermercado; atravessando a rua pra um lado tínhamos uma sequencia de junk-foods tipo McDonalds, Pizza Hut e outros; e pra outro lado a estação de metrô. O albergue era totalmente diferente da imagem que eu tinha do que seria um albuergue. Pra mim pareceu mais um hotel 2 estrelas! Ficamos num quarto com banheiro próprio, com vista de frente pra uma famosa igreja em ruínas (apesar das obras que ocupavam metade da vista), o albergue tinha sauna, lounge, internet e um terrace com trainspoting que tinha um bar com vídeo-game Wii, som e a atendente mais linda da Alemanha. Bar este que, ao longo da viagem, constatamos ser o melhor point noturno pra ser ir naquele bairro. Todos os outros bares que visitamos sucks! Lembrando também que, como era albergue, todos os atendentes falavam inglês (melhor pra nós!).

Na primeira noite fizemos apenas um breve passeio pelo quarteirão pois, chegamos já era quase noite, além de estarmos muito cansados de viajar em todos os meios de transporte existentes. Depois de rodar um pouco e procurar um tal dum Irish Pub que tinha placa em todo canto, prometendo música ao vivo toda noite, acabamos em um restaurante duma galeria na praça em frente pra tomar uma Pintje (“cervejinha” em flamengo).

Pra você, amigo brasileiro, que tem a ilusão de que na Europa por serem países de primeiro mundo, todo mundo sabe falar inglês você está enganado! Isso é uma grande lenda urbana. Nesse restaurante, assim como em outros lugares que visitamos, os atendentes não falavam inglês, o que nos rendeu algumas mímicas e caretas de “hein?”.

No dia seguinte acordamos cedo e fomos dar uma olhada no breakfast do albergue, que constatamos não valer a pena pelo preço de 6 euros. Deixei pra comer na rua mesmo.

Seguimos nosso primeiro tour nos baseando no livro Lonely Planet sobre Berlim, e depois de andar um pouco paramos pra comer um croissant com cappucino e uma coca-cola. Foi o que achamos de mais em conta, pois como toda cidade turística, em Berlim tudo é caro. O croissant aqui na Europa é diferente do que a gente ta acostumado aí em Recife. Nada de queijo e presunto dentro, aqui ou é croissant au chocolat, com chocolate dentro, ou croissant naturale, com nada dentro. Escolhi o natural e achei muito bom, tem um gostinho de bolo comum invés de ser só pão como seria aí.

Durante a caminhada nos deparamos com uma espécie de tumba em pedra que no primeiro momento achamos ser um pedaço do muro de Berlim. Após olhar a placa explicativa constatamos que não era e seguimos andando. Durante a caminhada reparamos no chão uma espécie de ladrilho diferente que fazia um caminho. Vi que algumas pessoas tavam tirando foto daquilo e fui olhar com mais calma. Achei a plaquinha que comprovava que aqueles tijolinhos foram um dia parte do muro de Berlim, e aquilo se estendia por uma distancia infindável.

Um dia foi o muro de Berlim aí

Ao longo de toda a extensão onde foi o muro, hoje fica marcado por estes ladrilhos e é interessante reparar, seguindo a extensão da linha no chão, como hoje se tem lojas e prédios construídos “em cima” e “atravessando” o muro. Numa das lojas, seguindo a linha do muro, havia está placa que diz “Atenção, vocês está deixando agora a Berlim-Oeste”, pois a porta fica exatamente onde era a divisão entre os dois lados.

Seguindo o trajeto chegamos finalmente aos verdadeiros restos do muro de Berlim! Como não podia deixar de ser, muita gente em volta tirando fotos, e lá havia um “guia” turístico que falava inglês, espanhol e alemão (claro!); vestido com uma farda soviética dando explicações sobre a história do muro e que por apenas 2 euros lhe dava um visto original o qual antigamente permitia a travessia entre os 2 lados do muro, com carimbos originais de todas as nações que dominavam a dividida Berlim.

Resto do muro (estiloso) de Berlim

Mais a frente no trajeto passamos pelo memorial dos judeus, um cemitério apenas simbólico em homenagem aos judeus mortos na guerra. O interessante é que muita gente quer negar que tenha havido o genocídio dos judeus mas ainda assim constroem um memorial a eles. Estranho, não? Muita gente, ao primeiro momento que passou no memorial, não sabia ainda do que se tratava e, assim como eu, subiram nas “tumbas” (lembrando que não tem ninguém enterrado de verdade) e por isso ouviu um pedido de “come down, please” do guardinha.

Seguindo o livro chegamos até o Brandenburg Gate, um ponto turístico muito famoso de Berlim. Mas demos azar pois durante nossa estadia estava sendo preparado um palco para algum evento bem em frente e por isso tava tudo cercado e coberto com tapumes e não tivemos muito o que observar.

Passamos também em frente ao parlamento e encontramos uma fila gigantesca pra entrar, então tiramos algumas fotos e fomos embora. Ficamos sem entender o que é que tem de tão bom ali pra formar uma fila dessas.

Em um certo momento da caminhada nos deparamos no meio da rua com uma Girafa. Esta não era a do zoo, mas sim uma girafa de LEGO, aquele mesmo que embalou a infância de todos nós. Queria saber quem teve a paciência de montá-la inteira.

Paramos pra tomar um sorvete, e como tínhamos saído cedo ainda tinha tempo de sobra pra passear então resolvemos fazer um boat tour que foi muito legal! Me senti rico e poderoso passeando de barco por Berlim e tomando cerveja num copo de meio litro, a única coisa chata é que as explicações eram em alemão então a gente tinha que ficar com radinho no ouvido que tinha as opções de escutar em inglês e espanhol. Depois de meia hora de passeio já tava com o ouvido doendo!

Antes de seguir para os aposentos, passamos ainda no famoso Checkpoint Charlie, o ponto de travessia entre o setor americano e o soviético. Em toda área tem um grande mural contando histórias do local, de fugas bem-sucedidas e mal-sucedidas; tem muito barraqueiro vendendo souvernirs, e eles são chatos iguais aos do Brasil; tem também a antiga cabine de controle decorada como nos tempos da guerra e com 2 guardas vestidos como antigamente, e você tinha que pagar 2 euros pra tirar foto com eles no Checkpoint. “Não, obrigado” pensamos nós três, e ficamos apenas com uma foto a distância mesmo.

Por ali também tinha muita indiana ou cigana, sei lá, pedindo dinheiro. Era um saco, igual aos meninos de rua do Brasil. Também vi lá em Berlim meninos limpando para-brisa no sinal, igual a gente vê muito em Recife, só que era bem menos. A maioria deles tinha aparência árabe. É pra gente ver que miséria também chega aqui no 1º mundo.

No caminho da volta ainda passamos em frente ao Altes Museum, que iríamos conhecer no dia seguinte. A praça em frente a ele é muito legal.

Outra coisa interessante de Berlim é o semáforo de pedrestres. Invés daqueles bonequinhos verde e vermelho sem graça, os de Berlim são diferentes. O verde é um rapazinho de chapéu caminhando e o vermelho é o mesmo rapazinho na posição do cristo redentor. Eles vendem tudo quanto é souvernirs com esses bonequinhos também.

Bonequinho verde do semáforo de pedestres

Antes de subir para o merecido descanso dos nossos pés demos uma passadinha pra experimentar o terrace do albergue, tomamos uma cervejinha rápida (“two Berliner Kindl, please”) e fomos enfim dormir para estarmos novos no dia seguinte.

Os últimos dias contarei na próxima postagem...

S'il Vous Plaît: The City of Lights! - Europa parte 12

Após o tour pela nightlife belga fui direto dormir na casa do meu tio Antonio para que no dia seguinte saíssemos cedinho pra pegar a estrada em direção à Paris! Em média 3 horinhas de carro e chegamos ao pedágio na entrada da cidade. Pedágio é uma coisa que não vemos muito no Brasil, ao menos no nordeste, e neste (como tudo aqui na Europa) era self-service. Você pega o ticket e insere o cartão de crédito ou dinheiro, dependendo da sua preferência. Aqui na Europa é tudo na base do se vira, botar/pagar gasolina ou estacionamento ou tantas outras coisas é só entre você e a maquininha. Até o carrinho do supermercado você tem que tirar e botar no lugar de volta você mesmo! Você põe uma moedinha pra retirar o carrinho e só a recupera se devolver ele lá no mesmo lugar (vi isso em Lille, mas esqueci de comentar).

Bom, primeira parada turística na cidade luz foi o Arco do Triunfo. Era bem no começo da nossa rota e após dar uma volta muito perigosa ao redor do arco, pois essa área da pista é uma verdadeira zona, um total bandavuô, pois é enorme e você pode seguir pra qualquer direção; paramos um pouco para observar e tirar foto deste monumento que homenageia as vitórias de Napoleão Bonaparte. O único problema foi pra conseguir um espacinho e um ângulo pra tirar foto em meio a tanta gente fazendo pose em frente ao arco. Depois de algumas tentativas e alguns excuse me’s, consegui a minha!

Boa parte da nossa visita foi por carro, o que no começo achei meio chato mas depois percebi que não teria condições de ver tudo o que eu vi em Paris em um dia se fosse a pé.

Caminhei um pouco por entre as lojas “podres de chique”, e pessoas idem, para depois seguirmos mais a frente para ver o Obelísco, monumento egípicio que Napoleão roubou diretamente do Egito pra trazer pra Paris. É algo muito impressionante e muito belo.

Seguimos de carro ao lado do rio Siena e fomos até a famosa Catedral de Notre-Dame, que, como muitas outras catedrais e construções que vi ao longo da viagem, é algo grandioso e deslumbrante. Estava aberta para visitação, mas a fila estava se estendendo ao longo da praça inteira então me contentei em perambular um pouquinho no meio da turistada toda.

Paramos pra bater um rango num belo restaurante que, como a maioria daqui, era servido por duas belas garçonetes poliglotas. Porque no Brasil nunca é assim? Tive a oportunidade de experimentar um tradicional lanche francês chamado Croque-Monsieur que nada mais é que o nosso famoso Misto Quente!! Agora toda vez que me perguntarem o que eu comi no café da manhã responderei que tive um Croquet-Monsieur pra ser mais chique. Mas na verdade não é exatamente um misto quente. A idéia é a mesma: pão, queijo e presunto; mas é feito de maneira diferente. É uma fatia grandona de pão, da largura de um prato comum, com o queijo e o presunto assados em cima numa chapa diferente. Você pode ainda pedir o Croque-Madame que é a mesma coisa acompanhada de ovo.

Após feito o desjejum, fomos até a atração principal: a Torre Eiffel. Todo mundo cansou de ver e ouvir sobre ela, mas até que você esteja lá não dá pra ter noção da grandiosidade que é este monumento. Sério mesmo, é algo de uma magnitude absurda. Megalomanico, eu diria. Arrisco dizer que a área entre os quatro pés da torre dariam uns 3 marco-zeros do Recife.

Como não podia deixar de ser nos preparamos para subir na tão famosa torre e pra isso tivemos que enfrentar mais ou menos 1 hora de fila, dentre pessoas de todas as nacionalidades, só pra chegar no caixa onde paguei 6,40 euros por ter entre 13 e 24 anos e meu tio pagou 8 euros. Tem ainda a opção de subir de escada, que é mais barato, mas como estava com meu tio optamos pelo elevador. São 4 elevadores, um em cada pé da torre, e eles são de 2 andares para que um maior numero de pessoas possa subir de cada vez. O preço do nosso ticket nos dava direito de ir até o 2º andar, já que para ir até o top floor era mais caro e tinha ainda 45 minutos de espera depois de chegar no 2º andar, e sendo assim perderíamos muito tempo do dia.

Ao chegar no segundo andar, apesar do tempo meio fechado, já dava pra ter uma vista espetacular da cidade inteira. E pude perceber que minha vertigem (nem sei se esse é o termo correto) é mais potente do que eu pensava, pois mesmo estando em um piso totalmente seguro e um parapeito fechado por grades, me sentia um pouco desequilibrado cada vez que olhava pra baixo. A partir daí concluí que não tem a menor necessidade de ir até o ultimo piso, é coisa de doido! Quem tiver curiosidade veja diferença de altura entre o segundo piso e o último.

Depois descemos de escada mesmo até o primeiro piso onde funcionam restaurantes, exposições e tinha até um pequeno cinema, o Cineiffel, mostrando filmes em que a famosa torre foi estrela.

Gastamos alguns vários minutos lá em cima e depois pegamos o elevador pra descer. Saindo de lá demos a volta e paramos numa grande plataforma onde se tem uma incrível vista da torre e consegui fazer umas fotos maravilhosas!

Seguindo de lá fomos até a região de Pigalle, onde seria o Red Light District de Paris (pra quem pensou que Paris só tinha luxo e riqueza!). Mas não chega nem um pouco a ser a depravação que é em Amsterdam, já que em Paris se tem apenas alguns sex shops, museus eróticos e casas striptease. Mas nada de prostitutas na janela e fotos pornográficas no meio da rua. É em Pigalle também que fica o mundialmente famoso e mais importante cabaret (no verdadeiro sentido da palavra) do mundo: o Moulin Rouge! Hoje na flor da idade, com apenas 200 anos. Próximo a ele existem outros cabarets, mas todos os olhares são mesmo para o moinho vermelho devidamente girando. E à noite fica mais bonito ainda!

Depois subimos até Montmartre, uma área que podemos facilmente considerar a Olinda Francesa. Sério, se o sítio histórico de Olinda fosse construído baseado na mesma arquitetura usada na frança, ficaria igualzinho à Montmartre! Tirando o visual das casas, o resto é muito parecido: muitas ladeiras, muito turista passando, muito artista de rua, muita bugiganga pra vender e restaurantes pra comer. É lá que fica a Basílica de Sacré Cœur, no alto da subida e de frente a uma enorme escadaria que dá vista pra quase a cidade de Paris inteira! Por lá rodam uns trenzinhos, para os turistas, parecidos com os que tem em Itamaracá, só que mais bonitos.

Montmartre

Trenzinho em Montmartre

Depois de mazelar um pouco lá por cima, descemos algumas escadarias e fomos até um restaurante fazer a janta. A comida não tava das melhores e meu tio ainda fez a façanha de tirar onda da minha cara para a garçonete em francês, para que eu não entendesse, enquanto eu apenas olhava ela e ele rindo de mim sem saber por que.

Enquanto jantávamos presenciei uma cena muito inusitada: dois caras apareceram aos gritos brigando, com direito a socos, cabeçadas e sangue. Na verdade me pareceu mais que um cara só tava brigando e o outro apenas tentando se justificar e apanhando. Não conseguimos entender a razão da briga e posterior sangue no rosto do rapaz, já que o barraco era todo em francês e não consegui entender nada e nem meu tio conseguiu acompanhar.

Já era escuro quando fomos dar a ultima volta pela cidade pra apreciar a cidade luz fazendo jus ao seu apelido. Passamos mais uma vez próximo ao Arco do Triunfo e paramos pra conferir a loja da Renault e seus impressionantes carros.

Eu queria comprar esse, mas não gostei da cor.

Por sorte encontrei um Sheik árabe na rua e o convenci a me vender sua Mercedez-Benz personalizada, cravejada de pedras preciosas nos faróis. Agora é só trocar a placa.

Demos a última volta pela cidade para ver a querida Torre Eiffel iluminada em toda sua beleza e também o Moulin Rouge, novamente.

Passamos também em frente ao Museu do Louvre, mas este teve que ficar só na foto mesmo pois para uma visita de apenas um dia não daria tempo de conhecer. Quem sabe numa próxima?

Cansativas 3h de viagem de volta e chegamos à Bruxelas para o tão desejado sono! E o que eu tenho a dizer? Visite Paris, e se possível fique vários dias para poder conhecer tudo o que a cidade tem pra mostrar!

Antes de terminar, eu tinha prometido novidades quentes ao final da penúltima postagem. Acontece que os ventos sopraram a meu favor e agora tenho, não uma, mas duas novidades! A primeira é que amanhã seguiremos para a terra das loiras gigantes: Berlin! Ficaremos até sexta-feira e dessa vez não levarei o computador comigo, então não esperem pelo resumão até o próximo fim de semana.

A segunda é que conseguimos ingressos para o Pukkelpop, no dia 22, e eu vou ver um show do Arctic Monkeys! Uma verdadeira realização espiritual, também pelo fato de estar em um festival europeu. Sendo assim, aviso aos amigos mais próximos que meu retorno à terrinha foi adiado para o dia 25, ok?

Aguardem mais boas histórias por aqui!

A Little Bit of History and Beers - Europa parte 11

No sábado após Lille, fomos nos embrenhar nos interiores da Bélgica. A meta da vez foi viajar para as áreas rurais do país, e já na estrada podia se ter uma visão dos campos abertos, muito feno e muita vaquinha. Seria algo parecido com a vista da ida pra Chã Grande só que mais arrumadinho. A primeira parada, depois de rodar muito pra achar, foi o monastério Mared Sous. Um clássico monastério europeu onde os monges fabricavam cerveja para sobreviver, com uma paisagem linda por toda parte, povoado por várias famílias com suas crianças e vovós.

Depois de rodar um pouco pra apreciar o ambiente, enfrentamos uma filinha mediana pra conseguir comprar a cerveja e o pão tradicionais, feitos naquele monastério. A cerveja é servida num caneco, muito bonito, específico do local e que não pode ser vendido. Pedimos os 3 tipos: Brown, Blonde e Triple. Todas as 3 eram ótimas, assim como o pão e manteiga que compramos e comemos um pouco lá mesmo.

Partindo de lá, seguimos para Dinant. Uma cidade muito linda e um tanto turística que é cortada por um grande rio onde ricassos passeiam com seus barcos, e mais acima reside La Citadelle, uma cidadela construída incrustada no alto de montanha. A cidadela é aberta a visitação, se você pagar, bastando você dar a volta de carro até lá em cima ou pegar um bondinho ou ainda subir uma escadaria imensa pela bagatela de 7 euros.

Depois ainda paramos pra comer num restaurante à beira do rio, onde vi com meus próprios olhos o maior cachorro do mundo. Há quem diga que era um leão albino, mas não tenho certeza.

Antes de ir embora fomos fazer uma visita à Hugo e Silvia, um casal de uruguaios (não tenho certeza se ambos são de lá), num verdadeiro camping daqueles de filme americano, com trailers, floresta, fogueira e tudo o que tem direito. É muito interessante como tudo é organizado no meio do mato.

Já essa ultima semana foi bem tranqüila por aqui. Saímos pra tomar uma cervejinha em Bruxelas no domingo, tentamos o bar De Ultieme Hallucinatie, ou A última alucinação, mas estava fechando e então fomos ao Moedre Lambic e provamos algumas das cervejas do cardápio (sim, um cardápio de cervejas).

A segunda feira era “dia de branco” para meus companheiros então só me restou ficar em casa. Na terça, fui com meu tio Antonio conhecer Waterloo, o famoso local onde o grande Napoleão perdeu a guerra. No caminho paramos pra ver um verdadeiro castelo antigo, com direito a ponte elevadiça e poço ao redor, onde hoje funciona um museu mas para o nosso azar já estava fechado.

Um castelo de verdade

Chegamos um pouco tarde em Waterloo e todas as atrações turísticas já estavam fechadas. Mas na verdade não tem muito o que se ver lá, apenas uns dois museus, um de cera e um outro sobre a batalha, e o monte com a estátua que homenageia a famosa batalha de Waterloo. Ao redor desse monte, durante um período específico do ano, é reencenada a famosa batalha que marcou o fim da guerra.

Uma foto comigo pra provar que eu estive mesmo lá!

Da quarta até a sexta à noite não tive outra opção a não ser mazelar o dia inteiro. Algumas vezes o ócio, e a necessidade de ver gente viva, foi tão grande que a solução foi sair pra passear com o cachorro pelo quarteirão.

Na sexta à noite, atendendo aos meus pedidos, fomos ver um pouco mais da vida noturna de Bruxelas. Fomos a uma área próxima a Grand Place que é rodeada de bares de todos os tipos e muito movimento, que poderíamos chamar facilmente de Recife Antigo Belga. Experimentamos 3 bares: um primeiro comum, Mappa Mundi, com cadeiras na calçada e tudo o mais; o segundo um Irish Pub chamado Oreily’s, onde se podia falar inglês e beber uma Guiness. Lá, ao receber minha Guiness acabei levando um poke da garçonete pois fui logo bebendo e ela disse: “you’re not supposed to drink the foam!”. Faltei explicar a ela que no Brasil a gente não recebe a cerveja e fica paquerando o copo; se não é pra beber a espuma, então não botamos espuma! O terceiro bar era um com um clima bem mais legal chamado Caffe Central, menos chic, pouca luz e música ambiente. Mas o DJ tava tão ruim que acabamos indo embora logo.

Recife Antigo da Bélgica

De lá seguimos pra casa e eu ainda comi a boa e velha Fritures no caminho. Era ainda um pouco cedo, apesar de ser sexta, mas meus companheiros precisavam trabalhar excepcionalmente no dia seguinte. Então cumpriremos o tour noturno na semana que vem.

O dia seguinte foi o tão esperado dia de seguir com meu tio Antonio para conhecer a cidade mais chique do mundo: Paris! Mas dedicarei uma postagem exclusiva para contar desse dia, assim vocês podem comentar aqui e lá sem misturar os temas.

Continua...